LÍQUIDA
Vai derramando,
De jorro em jorro,
Chorando leite,
Virando jarros.
Vai crescendo,
Bebendo o esgotado,
Anjo boca de fonte
Com seus beijos,
Gota a gota.
Já é tua gira mundo
Toda beleza tonta
Fraca de vertigem
Náusea, vista líquida
Do mundo corrente
Em rodamoinho.
Amolece sobre a estrutura
Que não mais sustentas
E tenta, num último gesto,
Língua flácida,
Definir o gosto
D’água.
Cláudio Guilherme Alves Salla












sou sua fã! vc é divino;romantismo adicionado de inquietude.
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