POESIAS TABAGISTAS
Desta vez, uma contribuição involuntária, pinçado de sítio paraense, um poema do sudeste, região mais esfumaçada do pais:
VERTIGENS
Ontem, puxaram-me o tapete
- ainda que mágico, voador – 
e o chão me faltou:
vertigens
Corri para um piso/pouso seguro
a poesia
meu inutensílio favorito
depois da psicanálise
Só elas me aprumam
me rumam
me fumam
até que só fique a guimba
o bagaço
até que só reste um traço
como na tela, o eletro de um morto
um porto
onde a alma ancora
e o corpo é que vai embora
Por Ana Guimarães
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