MORAL, MORALIA, MORALINA… + Haroldo de Campos
Sempre pensei que era poeta por preguiça.
Pensei que nas letras, somente muitas dela juntas renderiam algum nome…
Pensei que as palavras deveriam, necessariamente, vir aos montes para algo construir…
Sentido, verdade, poder…
Pensei que somente o romance pudesse chamar-se: obra.
Pensava ser poeta por preguiça de fazer romance!
Não sabia que poesia era fazer, e que, isso, eu já fazia…
Foi Nietzsche, o filólogo, quem me disse.
Haroldo de Campos: EDUCAÇÃO DOS CINCO SENTIDOS (1982).













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