DORIAN GRAY: retrato 3×4
Meus amigos,
Se ando meio calado, amuado, responsabilizem Sir Oscar Wilde.
Não adianta! Meus contemporâneos não me interessam… lá vou eu pra o século 19, sentar-me na frisa ao lado de Lord Henry, Basil Hallward e Dorian Gray para assistir Sibyl Vane representar Julieta pela última vez ante de encarná-la de fato.
Nunca posei para pintor algum e odeio ser fotografado, mas sempre intuí aquilo que com Dorian ocorreu deveras: os retratos aprisionam almas.
O cinema de terror japonês não me deixa mentir…
Como ainda não estou “relendo os clássicos”, ando lá pelo meio da obra e não tenho nenhuma pressa de chegar ao termo.
Dorian ainda pleiteia a Sra. Leaf as chaves da sala de estudos, onde pretende mocozar seu retrato. E tudo isso por conta de um vinco nascido sobre os lábios pintados na tela, uma ruga de expressão…
Pobre Dorian, se ele soubesse que no futuro o photoshop e o botox de tudo dariam conta…
Vou terminar com um pequeno excerto, um 3×4 instantâneo para o RG da humanidade:
Oscar Wilde (1856-1900), “O RETRATO DE DORIAN GRAY”.















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