POESIAS TABAGISTAS: hoje, em prosa ilustrada
O cigarro está me matando, aos poucos, devagar, mas não do pulmão (quer dizer, também), e sim da úlcera no meu orçamento, supurada, purulenta, a verter, nos sucessivos aumentos do preço da nicotina, todo meu oxigênio financeiro.
Acho que não vou mais ser capaz de sustentar meu vício, portanto, peço a vocês:
Ajudem-me!
Não gostaria de ter que me sujeitar a isto, mas agora, só me resta o tráfico…
Vou começar passar nicotina, na noite e nas quebradas… fazer um movimento para ver se levanto verbas pro meu CARLTON…
Prefiro entrar pro crime, a mudar de marca de cigarro outra vez…
Não quero voltar para o mundo de marlboro, não gostei de lá!
Carlton, porém, o raro prazer, é caro prazer, e, um prazer, meu caro, é “regalo da vida”…

















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