CISCO

Aqueles grandes olhos viram
E voltaram suas pupilas
Rentes às pálpebras
Roçando os cílios
Uns nos outros.

A íris redonda
Do aro saltada e o
Cisco, oportunista, pousa
E pára na borda da vista bonita
Que aqueles olhos viram grande.

Enquanto dava volta,
Soergueu as sobrancelhas
E, por nada, para e olha.
Segue fixo e seco nos cantos
Olhando ao lado a mancha
Embaçada.

Leva as mãos à testa,
Tapa firme e solta.
Deixa a fresta que o delata
Mas, nem nota, pisca,
E, novamente, pisca.

Fechado ele era ainda
E nem sempre isso ele era,
Era às vezes.
Se não dizia nada
Era devido ao sentido
Que não era dele,
Mas das palavras.

Assistia atento
Os lábios da boca.
Lacrimejava salgado,
Engolia seco e
Molhava as mãos
Empoçados nas palmas.

Cláudio Guilherme Alves Salla
cc -Some rights

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~ por C. Guilherme A. Salla em 21/06/2008.

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