Mais um da série POESIAS TABAGISTAS

Poema enviado pela amiga poeta, artista plástica e fumante filtro vermelho: Pam Obarcam.

Vale lembrar que a idéia de uma antologia com poesias tabaco adictas surgiu em uma conversa em uma roda de fumo (no sentido lícito), no frio e na fria garoa de São Francisco Xavier, durante as oficinas de literatura do Festival da Mantiqueira, e Pam lá estava presente, fazendo fumaça.

TABACO

Vou apagar meu cigarro,
vou acender outro cigarro.
Trago a dor, o torpor
o prazer e a saciedade.
Da brasa vermelha acesa
Brota a fumaça, disforme
como es esculturas
criadas por velas acesas.
Trago.
Trago o que há em mim
e trago para colocar em mim
a alva fumaça do cigarro
e a alma que teima incessantemente partir.

Por: Pam Obarcam

*E não se esqueça: trague seus poemas*

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~ por C. Guilherme A. Salla em 04/07/2008.

5 Respostas to “Mais um da série POESIAS TABAGISTAS”

  1. Orra, cara, valeu! Pena que vc se esqueceu que eu fumo “HOLLYWOOD MENTOL” , que não tem filtro vermelho, ow! hehe!
    Lembra? É como fumar chupando uma balinha de hortelã.
    Hummmm…. Vou acender um cigarro…

  2. Nada melhor do que poder ler um blog do Guilherme Salla. Parabéns rapaz. Estarei sempre por aqui. O Emerson também tem um blog, você já leu? Abraços.

  3. Obrigado aos amigos Pam & Stan.

  4. O tatu não usa tabaco

    O tatu não usa tabaco,
    O tatu só faz buraco
    e tem as costas riscadinha.
    beijos

  5. que belos versinhos… te amo tatu!

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