POESIAS TABAGISTAS

Desta vez, uma contribuição involuntária, pinçado de sítio paraense, um poema do sudeste, região mais esfumaçada do pais:

VERTIGENS

Ontem, puxaram-me o tapete
– ainda que mágico, voador –
e o chão me faltou:
vertigens
Corri para um piso/pouso seguro
a poesia
meu inutensílio favorito
depois da psicanálise
Só elas me aprumam
me rumam
me fumam
até que só fique a guimba
o bagaço
até que só reste um traço
como na tela, o eletro de um morto
um porto
onde a alma ancora
e o corpo é que vai embora

Por Ana Guimarães

***

!TRAGUE SEU POEMA!

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~ por C. Guilherme A. Salla em 14/07/2008.

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