RECONHECIMENTO POST-MORTEM vs POST-MODERNUM

Do eraOdito, post 24, versículos 3,  diz  Frei -reMarcelinus:

No começo era o Leite de Ivana,

A Arruda nas orelhas de César,

O doidivana, Santiago, discípulo de Gesus Nazarian.

Li, em eraOdito, post 24, versículo 4,  Marcelino Freire escreve sobre Claudio Daniel, não Claudius I, não o filho e tio de Neros, sucessor de Calígula e manco.

Então, eu, Cláudio Guilherme Alves Salla, poeta manco, atualizei-me de referências na poesia publicada nos anos 90.

Então, pensei na poesia não publicada da geração 90…

Lembrei do que disse Ivana sobre “o publicar” aos jovens escritores, ela já de moto, eles ainda de camelo.

Agradeci Claudio Daniel pelo upgrade em literatura contemporânea, assim como o fiz à Ivana Arruda Leite, horas antes, por um upgrade de meses antes e da mesma natureza.

Lembrei, depois, do Santiago Nazarian variando sobre o tema com “mendigos culturais” e “editores que vão comprar cigarros e nunca mais voltam“.

Então, pensei na poesia não publicada da geração 90…

De post em post, como um cão ao ser solto da coleira, urinei, cheirei e chorei.

Já recomposto, em Cronópios (não os  de Cortázar), minha leitura seguinte,  João José de Melo Franco, paulista de Barretos e poeta, falando de fama (não os de Cortázar) e “reconhecimento literário post-mortem: desesperei-me.

Recuperado, transcrevo neste blog, tal qual o copista da Abadia de Seckau, Áustria, ano 1230 de nosso senhor, um trecho do poema de Archipoeta, poeta goliardo, possivelmente de origem germânica, citado por João José de Melo Franco em seu terapêutico artigo:

***

Os poetas se afastam dos lugares públicos

dali_persistance_of_memory

e, solitários, escolhem os esconderijos,

onde estudam e labutam intensamente sob a luz de velas,

mas só na posteridade terão uma obra reconhecida.

Os coros de poetas seguem o jejum e a abstinência,

fogem das disputas públicas e dos lugares tumultuados,

e para fazer uma obra que não morra,

morrem estafados de estudo e labor.

***

Então, pensei na poesia não publicada da geração 90…

À transcendência do reconhecimento literário post-mortem cristão, respondo blogando poesia na imanência da web pagã: o post-modernum!

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~ por C. Guilherme A. Salla em 26/07/2008.

Uma resposta to “RECONHECIMENTO POST-MORTEM vs POST-MODERNUM”

  1. Olá,
    Estou retornando a visita, aliás pela segunda vez, Emerson havia me mandado seu endereço e, anônimo, já estive aqui antes.

    É um prazer conhecer amigos de meus amigos e com tão bons interesses como poesia, artes e etc.

    Estarei aqui outras vezes, anônimo ou não.

    Abraço,
    Conrad

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