POESIAS TABAGISTAS

Nós fumantes, devemos nos conscientizar

a respeito do fato inequívoco que a finitude humana representa.

J.A. Ruiz-Roso (Christina)

Todos nos estamos, ou terminando, ou em vias de terminar.

E nesse sentido, somos todos doentes terminais,

Contaminados desde o principio pelo fatal vírus do fim.

ps: o argumento é universalmente válido, incluindo (obviamente) não fumantes… (algém devia avisá-los).

Enquanto tudo termina, eu começo um novo maço, você, leia este poema que eu serrei de TISTU:

Terminal

Olhou o letreiro
Tragou mais um pouco
Do calmante certeiro apoiado
Entre os dedos frágeis.
Chamariz perverso:
Quase um cartaz dizendo:
“Tremo as minhas mãos”
Ainda não era chegada
A hora rejeitada
E tão mal anunciada
Já doía.
A ponteira vermelha abusava da fumaça respirada,
Enquanto o pulmão se enchia de dúvidas nubladas.
No terminal o vento de açoite ou ofensa
Pausa:
Quando solta a neblina pela boca – chovem os olhos.
Seu rosto de garoa neblinada acompanha as mãos trêmulas.
Uma Londres deprimida,
Avenidas e solavancos:
É chegada a hora da partida.

Texto por TISTU.

Ilustração: J.A. Ruiz-Roso (Christina).

***

!TRAGUE SEU POEMA!

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~ por C. Guilherme A. Salla em 03/08/2008.

3 Respostas to “POESIAS TABAGISTAS”

  1. PRA VOCÊ, QUE DIZ QUE FUMAR MATA: RESPIRAR O AR DE SÃO PAULO SIM, MATA!
    UM NÃO FUMANTE “FUMA” CERCA DE QUATRO CIGARROS POR DIA SIMPLESMENTE POR MORAR EM SÃO PAULO. (REPORTAGEM TELEVISIVA REALIZADA EM CIMA DE UMA PESQUISA SOBRE O AR DE SÃO PAULO).
    PREFIRO MORRER COM ESTILO, SENTINDO O PRAZER DO FUMO.

  2. Guilherme, não sou fumante, digamos assim, ativa… rs Mas por incrível que pareça adoro quando fumam do meu lado. (se você é fumante certamente vai estranhar, como todos os outros que ouviram isso de mim enquanto tragavam seu cigarrito. rs) Sentir o cheiro da fumaça me acalma. De resto, deixe o mundo que fume. A única coisa que me preocupa a respeito… sem querer ser uma eco-chata, claro, é a atmosfera. Provavelmente vamos responder por isso um dia. (cada um contribui um pouco para nosso estado terminal… apfff. Nem que seja e doses “homeopáticas”… que ironia) rs nada de fotinhos horrendas no seu blog, please please… hahaha

    Um abração

    Natália

  3. Meu caro Guilherme, seja bem vindo a blogosfera!

    Boa sorte e viva a poesia!

    Já vou linkar você no meu blog: http://www.ebersander.wordpress.com

    Abraços,

    Éber Sander

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