CORIZA

Sumiu, subiu correndo e caiu
Dos meus olhos
Escorrendo da vista e saiu,
Gota a gota, um molho
Salgado.

Sobre as sobrancelhas,
Toldava-lhe a fronte os cílios,
Pêlo a pêlo, como as telhas.
Invisíveis do gazebo de lírios.

Nem poesia nem suspiros.
Donde vaza, ás bicas, o escuro
De volta ao pontiagudo furo
O líquido entorna aos espirros.

Morno, verte na fronte
Contornando o naso escoriado
Tépido gene na fonte
Respinga molhado,
um resfriado.

Cláudio Guilherme Alves Salla
cc -Some rights

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~ por C. Guilherme A. Salla em 05/08/2008.

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