Antonio Cicero: Vanguarda e Fetiche.

antonio cicero

O seguinte artigo foi publicado na coluna de Antonio Cicero no “Ilustrada”, da Folha de São Paulo, sábado, 7 de março, que por sua vez foi replicado pelo mesmo Cicero no seu blogue, o Acontecimentos, donde li e vos triplico…

É o milagre da multiplicação digital: pirataria, no jargão do capitalista.

O irmão da Marina que, além de letrista e poeta, publicou em 2006 o livro “Finalidades sem Fim”, ensaio filosófico de temática estética, onde expõe o argumento sobre a vanguarda mencionado no presente artigo.marina-lima

Já havia comentado a reflexão de Cicero sobre a vanguarda em uma entrevista que dei para meu amigo Stanley em seu blogue, o Comunicatudo. O artigo da “Folha” (com perdão do trocadilho) ilustra o argumento com o exemplo de João Cabral de Melo Neto. Muito didático.

Quanto ao fetiche, ainda sou mais a irmã dele..

VANGUARDA E FETICHE

Antonio Cicero

DE MANEIRA geral, as teses vanguardistas são verdadeiras na medida em que abrem caminhos, e falsas na medida em que os fecham. João Cabral de Melo Neto, por exemplo, julgava inferior a poesia que falasse “de coisas já poéticas”, pois acreditava que a poesia devia procurar “elevar o não-poético à categoria de poético”.

Essas teses se tornaram dogmas entre muitos jovens poetas. Ora, para começo de conversa, é questionável a tentativa de tomar a temática de uma obra de arte como base para pronunciar juízos estéticos sobre ela.

Tais teses não são verdadeiras senão pela metade. No caso mencionado, são verdadeiras porquanto afirmam que a poesia não precisa falar de coisas já poéticas; por outro lado, porquanto implicam proibir a poesia de falar de coisas já poéticas, são falsas.

Afinal, o que é uma coisa já poética senão uma coisa de que a poesia já falou ou de que já falou muito? E por que não poderia um poeta fazer excelente poesia ao falar de algo de que muitos outros poetas já tenham falado? Então Goethe não deveria ter escrito a sua obra-prima porque já houvera, antes dele, não sei quantos “Faustos”?

Jamais um grande poeta temeu abordar pela enésima vez um tema poético (Fausto, Ulisses, Orfeu, Narciso, a brevidade da vida, a juventude, a velhice, o sol, a noite, o amor, a saudade, a beleza etc.). Ele o aborda e é capaz de fazê-lo como se ninguém antes o tivesse feito: como se não fosse um tema poético. Só o poeta fraco quer fazer algo tão “novo” que não possa ser comparado com o que os grandes mestres do passado já fizeram. O poeta forte, longe de temer tal comparação, provoca-a.

É claro que ao que afirmar que os poetas fortes não temem tema algum, não tenho a menor intenção de insinuar que Cabral seja um poeta fraco. Cabral não temia coisa alguma: ele estava apenas, de acordo com o ethos vanguardista, proscrevendo aquilo que pensava haver superado.

Ao se opor aos temas poéticos tradicionais, Cabral estava reagindo contra preconceitos arraigados que haviam sido usados para desclassificar a sua própria produção poética. Sérgio Buarque de Hollanda relata que Domingos Carvalho da Silva, por exemplo, membro do grupo conhecido como Geração de 45, ao qual o próprio Cabral havia pertencido, “decretara que o bom verso não contém esdrúxulas (apesar de Camões), que a palavra “fruta” deve ser desterrada da poesia, em favor de “fruto”, e a palavra “cachorro” igualmente abolida, em proveito de “cão’; e mais, que o oceano Pacífico (adeus Melville e Gauguin!) não é nada poético, bem ao oposto do que sucede com seu vizinho, o oceano Índico”.

Ora, já na primeira estrofe de “Cão sem Plumas”, João Cabral infringe dois desses tabus: “A cidade é passada pelo rio / como uma rua / é passada por um cachorro; / uma fruta / por uma espada”.

O que ocorre é que se, antes do modernismo, determinadas formas haviam sido fetichizadas, isto é, se a elas (por exemplo, às rimas) atribuíam-se determinados poderes, o legado da vanguarda foi a desfetichização dessas formas tradicionais.

Mencionei um poeta que atribui às palavras “fruto”, “cão” e “Oceano Índico” certa virtus poética da qual as palavras “fruta”, “cachorro” e “Oceano Pacífico” são carentes. Ora, ao desencantar as formas encantadas, a vanguarda mostrou que na poesia ou no poético não existe prêt-à-porter à disposição do poeta, nestas ou naquelas formas fixas ou rimas ou metros ou palavras.

Inversamente, mostrou também que a poesia não é necessariamente incompatível com nenhuma forma determinada. Isso implica o reconhecimento de que a poesia se encontra somente em obras singulares, onde é o produto de uma combinação imprevisível e irreproduzível de fatores que não podem ser definidos a priori.

Mas essa descoberta é o resultado final da atividade das vanguardas: é o que ficou depois que elas terminaram o seu trabalho, isto é, depois que percorreram o caminho que nos trouxe da pré-modernidade à modernidade plena.

Esse caminho, porém, não foi uma linha reta. A história nunca é assim. Antes de desfetichizar as formas tradicionais, a vanguarda as manteve fetichizadas, porém inverteu o valor desse feitiço.

Se tradicionalmente as formas convencionais haviam sido as únicas formas admissíveis na poesia, a vanguarda passou a tomá-las como as únicas formas inadmissíveis na poesia. Foi assim que Cabral proscreveu justamente os temas tradicionalmente poéticos.

Anúncios

~ por C. Guilherme A. Salla em 09/03/2009.

23 Respostas to “Antonio Cicero: Vanguarda e Fetiche.”

  1. Belíssimo texto do Cícero.

  2. Ao poeta, o moderno-hedonismo!

    Desculpas a Tarsila, Mário e companhia…

    Que é da leitura senão prazer?
    A buscar o que me dê tesão estou ao procurar o que ler
    Ao não encontrar, que melhor forma de me satisfazer, senão masturbar?

    O efeito do coito é aquela meleca.
    Seu feitor, logo, é o poeta.

    Tanto metalinguismo, pecado, hedonismo…
    Algo do barroco, renascimento e modernismo.

    Não! Grito do manifesto:
    Repudio as rimas e perfeitas formas, rococó…
    O ourives que (não) invejo,
    que vá ver na playboy um lindo, ainda assim perfeito, fiofó!

    Que é da literatura senão prazer?

  3. Muito bom, Luis Felipe! Você foi o primeiro poeta a se manifestar em versos nos comentários desta humilde e casa literária.

    Obrigado e parabéns!

  4. Cordel do Fogo Encantado

    Final dos anos 90. Dois jovens talentosos, egressos de Arcoverde, e com um sonho visionario na cabeça são acolhidos pela Veneza Pernambucana. Instalam-se na Caxangá. De lá começam a participar de eventos, shows e festivais na cidade. E vão mostrando seu universo poético, árido, suas performáticas palqueanas. Com desenvolturas geniais conquistam fãs de todas as tribos. Era a poesia popular dos cantadores, trovadores e repentistas abrindo-se ao sol de todos e todos conhecendo, através desses jovens, a força da arte brotar no circo do palhaço sem futuro. E com isso a cidade sorria com mais esse encantamento.

    Espaço Manuel Bandeira. 1990. Lá estava o genial Lirinha. Inquieto. Irascivel. Um monte de idéias poético-musicais fervilhando na cabeça. Nas mãos, “Cordel do Fogo Encantado” primeiro CD produzido pelo gênio percussionista e menestrel mundial, Naná Vasconcelos. Tinha inicio, ali, a maior surpresa da cena musical pernambucana, pela perfármance, carisma e messianismo do vocalista – Lirinha.

    De pronto, foram-se formando uma legião de fãs, tietes, admiradores que viram naqueles cinco jovens fenômenos só parecido ao ocorrido com os MAMONAS ASSASSINAS. Era o profeta de Arcoverde conduzindo os séquitos. A partir dali, os shows se multiplicavam e o endeusamento do grupo se concretizando no sonho de cada um de nós.

    Em 2003, o Brasil se extasiava com o lançamento de “O palhaço do circo sem futuro”, obra-prima lúdica, onde os anjos caídos, com nossa senhora da paz e as árvores dos encantados faziam unirem-se juventude e maturidade musical numa só certeza: Pernambuco estava diante de sua maior banda de ritmos variados.

    No primeiro show no Marco Zero, a que assistimos, eu e minha filha, a doze anos, até a última do mesmo palco este ano, a apresentação da banda é superssupresa, pelo profissionalismo e compatibilidade entre o carisma do lider e a multidão que ficava de queixo caído com as encenações performáticas do vocalista. Parecíamo-nos estar diante de algo sobrenatural.

    Em 2006, a imprensa do Brasil anunciava a chegada ao mercado de mais um petardo da Cordel do Fogo Encantado, o CD “Transfiguração”, onde a genial Morte e vida Stanley dá o mote, e mais um vez o grupo se supera nas estripulias geniais dos componentes, liderados pelo messiânico filho de Arcoverde. O Brasil inteiro aplaudiu; a plateia delirou; a crítica se curvou ante importante CD e os fãs, mais uma vez, agradeciam.

    Passaram-se os anos e a ansiedade de um novo CD não saia da cabeça dos admiradores. Mas o sonho do novo disco ficou na pedra do caminho de Drummond. Para os felizardos que nos encontrávamos na Praça do Marco Zero em pleno Domingo de Carnaval, tivemos a oportunidade única, irrepetivel de assistir a um show impecável, impagável, perfeito. “Cio da Terra”, “Trabalhadores do Brasil” e a música cantada pelo vocalista Lirinha, que dava uma resposta genial a uma fã linda que havia confessado que a Banda tinha perdido a essencia, ficará guardada para sempre na memória daquela multidão alucinada, delirando em plena segunda-feira de Carnaval.

    Não dá para acreditar que o Cordel do Fogo Encantado se desvencilhou, deixando o Brasil interrogado, perguntando o que aconteceu. Mas como há esperança em tudo que está vivo, só nos resta dizer em uníssono: Volta Cordel do Fogo Encantado, vem cantar para essa multidão que não acredita que o sonho acabou.

    Cícero Tavares de Melo (chiquinhoolem@yahoo.com.br). Acadêmico de Direito da FACIPE.

  5. Palmares e o homem-capão

    CÍCERO TAVARES DE MELO
    (chiquinhoolem@yahoo.com.br). Acadêmico de Direito da FACIPE

    Palmares, cidade do interior de Pernambuco devastada pelas últimas chuvas caídas em seu coração, ainda sangrando de outras enchentes, ergue-se soberana com a solidariedade de sua gente.

    Após passada a enchente que transbordou o rio principal, Una, que corta a cidade ao meio, o que se via era um cenário de campo de batalha, destruída como se um bombardeio intenso onde o inimigo não escolheu em quem atirar. Casas, lojas, cartórios, delegacia, prefeitura, cemitério, igrejas, praças, parques de diversão, padarias, supermercados, cinemas, teatros, nada escapou à enxurrada devastadora, que teve como elemento determinante a contribuição do sangramento de várias barragens circunvizinhas, que não suportando a pressão das águas acumuladas ao seu leito, romperam-se e destruiu Palmares.

    Era triste e doloroso, assustador e deprimente vê aquele cenário perfunctório, logo após o abaixamento das águas. Tudo que havia ali catalogado, identificado, organizado, historiado, virou um amontoado de escombro, onde mesmo os moradores mais antigos da cidade desconheciam onde estavam, e indagavam se aquela era realmente a sua cidade ou uma cidade qualquer de outro país qualquer, devastada por uma guerra onde o inimigo saiu atirando a esmo em tudo que via pela frente para nada escapar com vida. Assim ficou Palmares após a enchente acachapante, que veio como um inimigo letal para destruí-la, varrê-la do mapa do Nordeste, como nas antigas cidades romanas destruídas pelas lavras dos vulcões em erupção.

    Em meio a esse cenário triste, doloroso, deprimente e quase irrecuperável, uma cena hilária e improvável acontecia. Um sujeito que havia se separado de sua esposa há mais de três anos, parasita, morando no primeiro andar de uma casa em ruína, imóvel que ficou de pé depois das chuvas, cantava de galo feito um capão sendo conservado para ser sufocado em véspera de natal. Energúmeno de uma classe que cresce assustadoramente no mundo, essa espécie humana é capaz de mil e uma facetas para ficar perto da ex, para saber que se ela está feliz, por que está, e se merece está feliz, porque ele, o capão, não teve a capacidade de fazê-la feliz quando junto estavam. Nem teve a sensatez de ajudá-la no momento mais crucial da destruição devastadora da cidade.

    É público e notório constatar o espaço que hoje a mulher ocupa no cenário social na busca pela independência de ser feliz, está junto de quem ama e a faz feliz; e ver o homem, antes varão e potentado, sentir a mulher se lhe distanciando em busca da felicidade dela. Sujeito, insensível, incapaz de um gesto de humanidade, sua alegria consistia, ali, no sofrimento e dor da ex, que deu a volta por cima, recuperou o que foi destruído pela enchente e mostrou que a vida “é bonita, é bonita, e é bonita”, e que tudo vale apenas quando a alma não é pequena”. Eis uma grande lição de vida para que não fique à margem da realidade humana: o tempo é o senhor de todas as certezas da vida. O que hoje parece utopia, com luta, determinação, humildade e trabalho, amanhã se torna uma linda vitória. E o homem-capão ficará sem entender por que sua ex deu a volta por cima e recuperou o que não perdeu: a felicidade. Moral da história: o homem-capão, continua lá feito um piolhos-de-cobra, parasitando feito um chupa-pedra e a sua ex se ergue, com trabalho, determinação e coragem, e cantado “olhos nos olhos’ do gênio de Chico, como uma resposta do amor que refaz tudo. Cícero Tavares de Melo chiquinhoolem@yahoo.com.br). Acadêmico de Direito da FACIPE.

  6. MARIA BERENICE DIAS, uma mulher à frente do seu tempo!
    Autora dos livros Manual de Direito das Famílias, Manual das Sucessões, A Lei Maria da Penha na Justiça, União Homoafetiva: o Preconceito e a Justiça, Incesto e Alienação Parental, dentre outras obras jurídicas de mesma natureza e proeminência, das mais revolucionárias e constitucionalizadas já publicadas no Brasil, que vislumbram um novo conceito humanista à Entidade Familiar, Maria Berenice Dias, primeira juíza e primeira desembargadora do Rio Grande do Sul, atual advogada, à frente do escritório Maria Berenice Dias Advogados – uma nova proposta de atuação, com sensibilidade, coragem e transparência, na busca de uma Justiça mais atenta à realidade da vida, sempre teve sua vida pautada no questionamento e no desafio da efetividade da Lei, e nunca se limitou à sua aplicação vista sob a ótica do legislador. Sempre procurou ser a voz daqueles a quem a sociedade ignora e a Justiça insiste em não querer ver. Durante o período que foi magistrada e desembargadora do seu Estado, fez de sua toga um manto protetor dos injustiçados, sendo reconhecida com o carinhoso título “de juíza dos afetos”.
    Mulher desafiadora, sempre apostou no que plantou e espera deixar muitas sementes. Assesta que falta aos julgadores se colocarem mais no lugar das partes ao apreciar uma causa, coisa que ela sempre fez questão de fazê-lo quando ocupava o cargo de juíza e desembargadora. Assim que se afastou de sua Jurisdição, não deixou sequer um processo de sua relatoria para ser julgado por outrem que viesse a substituí-la, porque acredita que seus sonhos, seus sentimentos, seus ideários, seus desejos e sua vontade de ver uma sociedade mais justa, igualitária, efetiva e que poderia explimi-la nas suas decisões, não poderiam delegar a terceiro. Pois sua verve de questionadora em tudo que estava posto, não permitia em aceitar como válido, como certo, o que outro viesse a fazê-lo aquilo que estava à sua responsabilidade jurisdicional.
    Filha de um grande professor de Direito, César Dias, Juiz do Tribunal do Rio Grande Sul e posteriormente desembargador. Primeiro magistrado a pensar o problema do menor abandonado. Foi ele quem pensou e implantou a idéia da inclusão social e a interdisciplinariedade para tratar de crianças carentes, junto a médicos, psicólogos e assistentes sociais, transformando o Juizado onde trabalhava em abrigo de menores. Mas, mesmo, ante toda essa aparente serventia, não foi fácil à jovem Maria Berenice Dias, nessa época, romper tabus, enfrentar e desafiar preconceitos contra a mulher, e bolar uma estratégia de guerra para tornar-se reconhecida pelo Tribunal, no tempo em que as inscrições de concursos para as mulheres se tornarem magistradas sequer eram homologadas. O preconceito, a rejeição, a indiferença, o machismo patrimonialista sempre foram seus aliados no Tribunal. Para vencê-los era preciso coragem, sonho, acreditar que viver é lutar, é combater; onde os fracos se abatem; os fortes, os bravos, os determinados, os guerreiros só exaltam. E a ex juíza e ex desembargadora Maria Berenice Dias continua com os mesmos sonhos e ideários da época que quebrou a barreira do preconceito contra o ingresso de mulher no Tribunal do Rio Grande do Sul, só que dessa vez de forma diferente: Á frente da vice-presidência do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e dos seus sítios http://www.direitohomoafetivo.com.br, http://www.mariaberenicedias.com.br, http://www.mbdias.com.br, onde os transforma num Cavalo de Tróia em favor das igualdades constitucionais para todos, sua luta agora é contra o preconceito velado à igualdade homoafetiva, à liberdade de amar a qualquer idade sem a interferença estatal, seja para homem, seja para a mulher, e o direito que tem de ter uma companheira, mesmo que seu companheiro seja casado, o amparo dele, impondo-o prerrogativa idência ao da esposa. Pois qual é o preço de uma estabilidade emocional? É necessário sabermos agir hoje para que amanhã a sociedade não venha se envergonhar de nós! Cícero Tavares de Melo (chiquinhoolem@yahoo.com.br). Acadêmico de Direito da FACIPE.

  7. Prezado cineasta Breno Silveira:

    Por ocasião do lançamento do livro “Vida do Viajante – A Saga de Luiz Gonzaga”, da escritora francesa Dominique Dreyfus, certamente o livro até o presente mais completo contando a história do filho de Januário e Santana, o crítico musical do Jornal do Commercio, José Telles, escreveu um comentário antológico sobre a obra literária no Caderno C. Na ocasião afirmou com todas as letras que já havia sido escrito mais de nove livros sobre o biografado, mas nenhum a altura da sua capacidade criativa, inventiva e revolucionária. Como fez no filme “2 Filhos de Francisco”, contando a trajetória musical dos irmãos Mirosmar e Emivel de Pirenópolis, Goiás, grande sucesso de público e bilheteria, o Brasil e o mundo esperam que a sua sensibilidade cinéfila alcance o patamar do diretor americano Taylor Hackford, que produziu e dirigiu a cinebiografia de Ray Charles. Filme inspirativo, instigante e relevador, cujo roteiro e direção deram intensidade emocional e dramática a um dos personagens mais lendários e emblemáticos da história da rhythm and blues, ressuscitando-o na pele de Jamie Foxx em 2005. Luiz Gonzaga está a espera de uma obra, biográfica ou cinebiográfica, a altura da sua genialidade musical criadora. Cícero Tavares de Melo (chiquinhoolem@yahoo.com.br).

  8. OABFOBIA

    Cícero Tavares de Melo (cicerotavaresdemelo@hotmail.com)

    Uma amiga de uma amiga que terminou o Curso de Direito há dois anos está preste a ser internada no hospital psiquiátrico Ulysses Pernambucano. E ela mesma está convencida disso. É que, depois de mais de sete tentativas infrutíferas de passar no Exame da Ordem, ela chegou à conclusão de não passar por ser hipossuficiente mental, não tendo capacidade proficiente de exercer a profissão de advocacia, apesar de ser bem educada, tratar com humanidade as pessoas e ter o dom professoral do convencimento democrático. Ser responsável em todos os seus atos e não ter preconceitos algum de raça, cor, sexo, religião, ideologia. Para ela, a liberdade consiste na liberdade de ver o outro ser feliz independentemente de como seja feliz e de que maneira é feliz.
    No período em que cursava o curso de direito era aluna exemplar, nunca perdendo uma única aula, por mais que a considerasse chata. Suas notas máximas são a prova cabal de sua capacidade intelectual e jurisdicional antes da conclusão do curso e de enfrentar o exame da ordem pela vez primeira. Durante o período do curso chegou a participar de dois concursos para estagiários do órgão responsável pela representação judicial do Estado de Pernambuco e de suas autarquias, obtendo êxitos em ambos. Fazendo um estágio probante, capaz, e lhe dando todas as possibilidades de já ser apta a advogar. Era elogiada por todos os professores que lhe ensinassem, pela dedicação aos trabalhos, às provas e às peças processuais tecnicamente bem elaboradas.
    Por alguma razão que a própria razão desconhece, quando ela chegou ao décimo período, ouviu falar que o Exame da OAB iria ser unificado, o que se levava a crer que as provas se tornariam mais difíceis, mais perversas, mais elitistas e mais mercantilistas. A partir dessa constatação a jovem, linda e guerreira, batalhadora e lutadora, passou a ter um surto de OABFOBIA, uma nova doença desconhecida da Ciência Moderna, que começa a atacar os milhares de bacharéis em direito de todo o Brasil que se formam, se veem com o Diploma de Conclusão do Curso nas mãos, mas chegam a conclusão de que aquele papel timbrado com o logotipo do Ministério da Educação e Cultura e da Instituição de Ensino onde se formou não serve para nada, não passa de tão somente um pedaço de papel pendurado no sonho de um desejo que se fez ilusão e pesadelo, sem a autorização da carteira da Ordem para advogar. A quem atribuir a culpa?
    Assim como todos de sua turma, essa bacharela em direito, antes de concluir o curso, fez planos de carreira, traçou uma curva retilínea de sucesso. Juntou-se a três amigos de boas relações interclasse e começaram a delinear planos para montar um escritório de advocacia, onde o objetivo fundamental não fosse só a advocacia, mas sim tudo que se relacionasse ao bem-estar do ser-cliente, a razão de ser de qualquer escritório. Para isso, começaram a assistir a filmes que lhes norteassem e capacitassem a ser gestores, profissionais esperançosos, carismáticos e inspiradores, onde as situações inusitadas para a flexibilização, superação e resiliência fossem uma das estratégias da área de recurso humano, treinamento e consciência individual.
    Filmes feito “A ponte do Rio Kwai”, “Em boa companhia”, “Patch Adams, o amor é contagioso”, “A procura da felicidade”, “De porta em porta”, “A negociação”, “Erin brockovich, uma mulher de talento”, “Ao mestre com carinho”, “A corrente do bem”, dentre outros que lhes demonstrassem que, mesmo diante de ambientes hostis, desfavoráveis, desconexos e incontroversos, a melhor solução para encará-los, tentar vencê-los e mudá-los os rumos para melhor, era fazer o melhor trabalho de equipe possível.
    Mas tudo isso está se desmoronando, feito os andares das colunas suntuosas do World Trade Center, com todos os sonhos despedaçando e sendo jogados na tumba do velho sábio faraó, depois de mais de sete tentativas da jovem de passar no Exame da Ordem, e não conseguir o intento. Para a jovem bacharela, o Exame da Ordem tornou-se um sonho penoso com sensação de opressão, irradiação perturbadora, um verdadeiro poltergeist.
    É justo que o Exame da Ordem continue existindo nesse mesmo formato, com essas provas perversas e desumanas, eliminando a cada certame mais de 90% dos candidatos que desejam apenas serem advogados, trabalharem honestamente, ascenderem na vida profissional e terem um meio legítimo de trabalhar para sustentar a si e aos seus familiares?
    É justo que o Exame da Ordem continue a frustrar milhares de bacharéis com capacidade técnicas excepcionais, argumentos hermenêuticos convincentes e aptos a exercerem a profissão de Advogados, mas que são impedidos porque depois de formados têm de enfrentar um monstro impiedoso e sem coração?
    Que a OAB repense mais seu exame, tenha consciência de que existem centenas de bacharéis capacitados a serem advogados, mas que na hora do exame se veem impedidos por uma doença que foge ao seu controle emocional: O FATOR PSICOLÓGICO. Por que não repensar um exame mais justo, levando em consideração todo um histórico de proficiência do candidato?
    Enquanto uma decisão sensata não vem, a jovem bacharela resolveu tomar uma atitude radical: vai se internar no Hospital Psiquiátrico da Tamarineira, juntar-se a um grupo da nação eleita de Deus e participar das sessões espirituais do descarrego, porque chegou a triste conclusão de que o que lhe está acontecendo e a todos os seus colegas do Brasil não é uma maldição da OAB e sim do Inimigo que tentou seduzir Jesus Cristo no Deserto. Aleluia!

  9. A OAB E O BRUXO

    CÍCERO TAVARES DE MELO (cicerotavaresdemelo@hotmail.com).

    Dirijo-me ao eminente presidente da OAB para sustentar mais uma vez minha posição e consequente preocupação por um exame da ordem mais justo, mais bem-apessoado, mais humano, mais consentâneo com a realidade democrática que o momento requer, levando-se em consideração o altíssimo índice de bacharéis em direito eliminados já na primeira fase do Exame da Ordem realizado recentemente. Alguma coisa está fora de ordem, e é necessário que o nobre presidente, inteligente, liberal e sensato, – creio – junto com os outros conselheiros federais, enxergue isso e tome uma decisão mais humana e constitucional com relação ao Exame da Ordem, antes que as coisas se agravem e comecem a tomar um rumo incerto, preocupante e nada harmônico para essa entidade sui generis, com relevantes serviços sociais prestados à democracia brasileira outrora. Refiro-me ao crescente número de bacharéis em direito formados em todo o Brasil, com o diploma de conclusão do curso nas mãos, legitimadíssimos a exercerem a profissão de advogados, mas impedidos por um exame, digamos, monstruosamente inconseqüente e perverso.

    O histórico de luta da OAB, durante esses anos todos de existências, desde sua criação pelo Decreto n.º 19.408, de 18 de novembro de 1930, passando às lutas pela redemocratização do país, às reformas constitucionais e culminando com o impeachment de um ex-presidente, não sintoniza com essa postura radical, fechada e antidemocrática que vem mantendo em relação à mantença desse exame da ordem como está posto: perverso, desumano, impiedoso e injustificado pelo menos da forma como está sendo aplicado.

    O ilustre presidente da OAB mais os conselheiros federais, nesse momento crescente de bacharéis em direito formados em todo o Brasil e impedidos de exercerem uma profissão que ao saírem das universidades ou faculdades já estão legitimados para fazê-los, deveria adotar a política do “BRUXO” anti linha dura do regime de exceção que maculou o Brasil por mais de uma década: Golbery do Couto e Silva, que com sua notável capacidade de articulação e inteligência para ouvir e tolerar gregos e troianos, dialogou com a esquerda insurgente à época da ditadura ferrenha, e trilhou um caminho democrático entre o joio e o trigo, e assim contribuiu para salvar o Brasil de uma guerra sangrenta entre opositores e situacionistas, que certamente levaria a consequências imprevisíveis.

    Estou adentrando ao oitavo período em direito por uma faculdade particular e já participei de dois exames da ordem. No último, na primeira prova objetiva, só obtive 34 acertos. Assim como a maioria esmagadora dos bacharéis em direito, achei a prova dificílima, incapaz de testar um formando e dizê-lo já preparado para o exercício da nobre profissão de advogado. Demais: estive examinando os quesitos de todas as outras provas objetivas e subjetivas, desde que o Exame da Ordem foi unificado. Eles não são feitos para testarem e qualificarem advogados. São feitos para expurgá-los do exercício da profissão. Duvido que a maioria dos reitores de faculdade de direito que hoje são ótimos gestores, juízes competentes, promotores profícuos, desembargadores proficientes e advogados famosos e de renome no cenário nacional e internacional, que hoje trilham o caminho do sucesso com extrema competência e capacidade profissional excelentes, passariam no Exame da Ordem hoje facilmente, da forma como está sendo elaborado e aplicado aos bacharéis de direito.

    Vale salientar que a maioria esmagadora dos que são aprovados, hoje, no Exame da Ordem e se tornam advogados, não vieram diretamente da universidade ou faculdade para fazerem as provas. Mesmo aqueles inteligentes e preparados, com uma bagagem jurisdicional sólida porque ou já trabalham em escritório de advocacia, ou fazem estágio voluntário no Poder Judiciário ou atuam nos Juizados Especiais instalados nas faculdades para a prática jurídica – uma exigência da própria grade curricular. Mesmo esses, não passariam no Exame da Ordem, se não recorressem a exímios cursos preparatórios instalados por todo o Brasil e que são a tábua de salvação para o alcance do objetivo principal: Passar no Exame da Ordem e tornarem-se advogados

    Portanto, nobre presidente da OAB e conselheiros federais, atente-se aos conselhos do BRUXO da abertura política anos oitenta, procure ouvir o clamor da voz rouca da rua, engasgada na garganta inflamada dos milhares de bacharéis de direito de todo o Brasil e encontre uma solução mais digna, humana e democrática para esse exame o mais rápido possível, porque do jeito que está sendo feito e aplicado hoje, não passa de um grande predador implacavelmente preparado para eliminar as presas úteis à sociedade. Defender a constitucionalidade do Exame da Ordem não é SÓ a solução adequada para o momento presente. É necessário se criar um meio termo entre a sua atual postura: uma prova extremamente perversa, desumana e nociva à reprovação de muitos bacharéis em direito competentes; ou uma prova que teste realmente se tal ou tais bacharéis em direito têm ou não a capacidade de ser ADVOGADO e defender a SOCIEDADE. Pensem nisso e não fiquem esbravejando ao vento, pois necessidade faz sapo voar!

  10. O STF E A REPERCUSSÃO GERAL

    Cícero Tavares de Melo (cicerotavaresdemelo@hotmail.com)

    Em recente pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas para o Supremo Tribunal Federal, denominada “Supremo em Números”, coordenada pelo diretor da FGV do Rio de Janeiro, professor de direito Joaquim Falcão, o advogado e professor de evolução e direito de tecnologia da informação e propriedade, Pablo de Camargo Cerdeira e o professor e mestre de Direito Público, Diego Werneck Arguelhes, mostrou um número de recursos preocupantes enviados ao STF pela União: mais de 92% das ações que lá tramitam já foram decididas e pacificadas nas primeiras e segundas instâncias, e que poderiam ter seu fim ali mesmo não fosse a união um Leviatã. O Supremo tornou-se um Tribunal de recursos refratários e hospedeiro da União. O denominado “I Relatório Supremo em Números”, demonstrou que o STF atua mais do que deveria. E que o órgão máximo do Poder Judiciário, que tem a função de proteger a Constituição da República Federativa do Brasil, tem suas funções desviadas da sua competência que está disposta no artigo 102 da CR/88 por causa da quantidade monstruosa de recursos desnecessários, advindos da pessoa jurídica de Direito Público.
    Esse relatório sério e preocupante mostra que o Supremo Tribunal Federal, devido ao excessivo número de recursos que tem de julgar da União, tem sua função destoada de sua competência principal, mais conhecida e relevante, que é o controle concentrado de constitucionalidade através das ações diretas. As chamadas ações hábeis à realização da verificação da constitucionalidade das Leis e Normas em face da Constituição, como a ação direta de inconstitucionalidade, ação declaratória de constitucionalidade, argüição de descumprimento de preceito fundamental, isto é, zelar pela uniformidade de interpretações da legislação federal brasileira.
    Para filtrar e frear essa avalanche de ações procrastinatórias das ações dos municípios, dos estados, do distrito federal e principalmente da União, entrou em cena, desde 05 de julho de 2007, vindo a lume pela Emenda Constitucional n.º 45/04, um instituto que permite que o Supremo Tribunal Federal julgue apenas temas que possuam relevância social, econômica, política e jurídica que venham beneficiar toda a sociedade brasileira. A denominada Repercussão Geral, que dá direito ao STF de reconhecer a admissibilidade de tal ou tais recursos extraordinários, se têm importância para a sociedade ou não. Do contrário, a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil possui a competência normativa de expurgá-los e ordenar seu retorno aos tribunais locais de onde nunca deveriam ter saído, para a alegria geral dos capacitados postulatórios que têm ações líquidas e certas sobrestadas dormindo nas prateleiras empoeiradas desses tribunais a espera de uma solução do Tribunal Superior. Aos poucos, o Supremo Tribunal Federal vai ocupando seu espaço constitucional e deixando de ser um órgão de questões de no-nada ou de litigantes caprichosos, que querem ver suas causas decididas pelo mais alto TRIBUNAL do País, como lamentava o extraordinário jurista Evandro Lins e Silva.

  11. Cícero, o espaço é miope mas é nosso… desfrute. Ainda que o tema esteja pra’ lém do escopo temático do blogue…

    Abraço!

  12. A OAB e as IUQRs

    CÍCERO TAVARES DE MELO (cicerotavaresdemelo@hotmail.com).

    Bem como as igrejas universais do queijo do reino de todo esse imenso continente, que são organizações de caráter filantrópico e feérico sui generis, constitucionais e invioláveis em sua liberdade de crença, de consciência e de patrimônio, sendo-lhes assegurado o livre exercício dos cultos evangelizadores ou não nos seus cenáculos pomposos e suntuosos, e garantidos, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias, sem prestarem nenhuma satisfação à União, ao Estado, ao Território, ao Município e ao Distrito Federal e consequentemente à democracia, da sua natureza tributária: como pagamento de impostos prediais, taxas de ocupações, de manutenção e outras tributações afins; a OAB, por sua natureza jurídica indefinida, apesar de constar como sendo de serviço público, dotado de personalidade jurídica e forma federativa, mas sabe-se ser sua personalidade jurídica indefinida, também goza da mesma liberdade de ser inviolável e incomodável na sua natureza tributária. Não se sabe por que essa inviolabilidade e inquestionabilidade perdurem até hoje sem ser discutível pela Mesa do Senado Federal, Mesa da Câmara dos Deputados, Mesa da Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Governo de Estado ou do Distrito Federal, Procurador Geral da República, Partidos Políticos com representação no Congresso Nacional ou Confederação Sindical ou Entidade de Classe no Âmbito Nacional. Por que será??

    O certo é que a OAB no seu mister, antes humildemente defensora fervorosa das liberdades individuais e democráticas, ulissesiana dos oprimidos e desassistidos; das garantias institucionais e constitucionais, dos empregos, dos patrimônios públicos e privados, da moralidade, da probidade administrativa, da livre iniciativa profissional e de todas as formas e meios que garantissem aos brasileiros, nacionais e naturalizados e aos estrangeiros a satisfação e a felicidade plenas, hoje se põe veementemente ao oposto daquilo que defendia antes de ser a potência economicamente imperial que ocupa e exerce no cenário nacional, com poderes infinitos de penetração para questionar tudo e todos, nas câmaras municipais, estaduais, territoriais, federais e nos tribunais de todo o País. Está mais para a companhia derrubadora de árvores, Wesayso, da Família Dinossauro dos anos noventa, que tinha no seu comando um chefe terrível e impiedoso, que odiava ver os funcionários felizes e independentes, B.P.Richfield, do que para a humilde e secular protetora da deusa de Têmis, simbolizadora do decreto imperial de 09 de janeiro de 1825, criado para formar homens capacitados em ciências sociais e jurídicas – frise-se – advogados livres e ilibados, trabalhadores e honrados, para defenderem a sociedade dos conflitos sociais contenciosos, sem a interferência de um exame injusto, desumano e inibidor dos direitos profissionais, como está sendo posto atualmente aos Bacharéis de Direito pela OAB. Tudo que está posto precisa ser questionado. O Direito é isso. Quem há de ser contra e por quê?

    Com uma cifra receituária incalculável anualmente, principalmente nas três arrecadações dos Exames da Ordem, e sem a obrigação constitucional de prestar qualquer esclarecimento de suas aplicações e atribuições a quem quer que seja – município, estado, território e união – a OAB hoje deita e rola onipotente, onisciente e onipresente e se põe radicalmente favorável ao seu exame de ordem como está posto, perverso, desumano e impiedoso, contra uma classe que luta legitimamente por um direito que é seu, estudou para isso, se formou para isso, quer trabalhar honestamente, e não tem culpa nem é responsável pela proliferação de instituições que foram autorizadas de se instalarem em todo o Brasil, inclusive com a omissão da própria Ordem cuja missão fiscalizadora é constitucional.

    O curioso é que a OAB, bem como os seus principais e fervorosos defensores do Exame da Ordem como está posto, continua adotando o mesmo raciocínio patriarcado defendido por seu Antônio das Contradições, personagem famoso por seu pavio curto e intransigente. Quando seus funcionários comunicaram-lhe que a pane gerada no sistema de computação, responsável pela perda de todos os arquivos importantes da empresa era da máquina eletrônica. Ele não teve dúvida em saber a origem nem atacar o problema na raiz, mandou todo mundo se afastar, sacou da carabina que usava a tiracolo e detonou doze tirombaços no peito da máquina, que se espatifou e caiu estatalada no chão sem saber o motivo por que foi tão selvagemente destruída. Embora rude no seu estilo de agir, seu Antônio das Contradições exerce a nobreza da alma e o bom-senso humanamente melhor do que a OAB. Poupou todos os funcionários das pragas que danificaram seu personal computer e extirpou apenas o problema que o estava atacando e danificando: os vírus.

  13. Para José Paes de Lira, Lirinha

    Cícero Tavares de Melo (cicerotavaresdemelo@hotmail.com)

    Ouvi e reouvi bastantemente, junto com minha filha Mariana Portella, sua fã incondicional, seu novo CD solo independente, lançado em 11.09.2011: LIRA. Sentimos falta do Lirinha messiânico, performático, cênico, alucinado, maisntream conduzindo o candeeiro aceso nas mãos, adentrando ao palco para cantar, encantar e extasiar a plateia maravilhada, deslumbrada, alucinada, eufórica, que tantas vezes ficou aglomerada em frente ao palco do Marco Zero, sempre que a Cordel do Fogo Encantado rufava os tambores afros anunciando a chegada da maior banda pós-mangue beat da atualidade.

    Reouvi mais de uma vez Cordel do Fogo Encantado (2001), O Palhaço do Circo sem Futuro (2002) e Transfiguração (2006), seu último CD que, implicitamente, já trazia as bases para um nova tendência musical sua, chegamos a nossa conclusão que a sua casa, seu lar, sua tenda, sua oficina musical, sua quadra rítmica é a Cordel do Fogo Encantado, grupo musical que já em 1997 chamava a atenção dos arcoverdenses, percorrendo o interior de Pernambuco por mais de dois anos para aportar no Carnaval do Recife em 1999, se apresentando no palco do Rec-Beat, deixando de ser uma peça teatral para ganhar contorno de um espetáculo musical escandalosamente circense, nas performances antológicas e geniais do seu vocalista.

    Essas estreias no carnaval do Recife vão chamando a atenção do público e da crítica, e o que parecia ser sucesso regional, ultrapassa as fronteiras do inimaginável, ganhando visibilidade em outros estados da constelação nacional e o status de revelação da música brasileira. Sua formação, seu carisma e a sua poesia cordelista declamada nos palcos, acompanhadas da força orquestral do violão regional de Cleyton Barros começaram a deslumbrar o Brasil, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas. Já se disse que “à magia do grupo que narrava a trajetória do fogo encantado, soma-se a presença cênica de seus integrantes e os requintes de um projeto de iluminação e cenário jamais visto na cena musical da mangue beat”.

    Portanto, caro Lirinha das mil e uma estripulias musicais, que tivemos o imenso prazer de conhecer na casa do genial poeta modernista Manoel Bandeira nos idos de noventa, esqueça tudo que passou, desvista-se do paletó outside e da gravata fendi, das músicas e letras bossas udigrúdis, junte-se novamente à sua turma, chame o gênio percussivo de Naná Vasconcelos para produzir, adentre novamente ao Estúdio da Várzea, e comece a preparar um novo e revolucionário Cordel do Fogo Encantado para acalmar e matar as saudades dos fãs, tietes e fanáticos que se sentiram órfãos com sua despedida melancôlica na madrugada de janeiro de 2010, depois de ter cantado “Cio da Terra”, Trabalhadores do Brasil” e a antológica resposta à moça linda que disse que a Cordel do Fogo Encantado havia perdido a essência de seus versos musicais regionalistas que retratam a realidade dos elementos cordelistas.

  14. Para José Paes de Lira, Lirinha

    Cícero Tavares de Melo (cicerotavaresdemelo@hotmail.com)

    Ouvimos e reouvemos bastante, junto com minha filha Mariana Portella, sua fã incondicional, seu novo CD solo independente, lançado em 11.09.2011: LIRA. Sentimos falta do Lirinha messiânico, performático, cênico, alucinado, maisntream conduzindo o candeeiro aceso nas mãos, adentrando ao palco para cantar, encantar e extasiar a plateia maravilhada, deslumbrada, alucinada, eufórica, que tantas vezes ficou aglomerada em frente ao palco do Marco Zero, sempre que a Cordel do Fogo Encantado rufava os tambores afros anunciando a chegada da maior banda pós-mangue beat da atualidade.

    Reouvemos mais de uma vez Cordel do Fogo Encantado (2001), O Palhaço do Circo sem Futuro (2002) e Transfiguração (2006), seu último CD que, implicitamente, já trazia as bases para um nova tendência musical sua, chegamos a nossa conclusão que a sua casa, seu lar, sua tenda, sua oficina musical, sua quadra rítmica é a Cordel do Fogo Encantado, grupo musical que já em 1997 chamava a atenção dos arcoverdenses, percorrendo o interior de Pernambuco por mais de dois anos para aportar no Carnaval do Recife em 1999, se apresentando no palco do Rec-Beat, deixando de ser uma peça teatral para ganhar contorno de um espetáculo musical escandalosamente circense, nas performances antológicas e geniais do seu vocalista.

    Essas estreias no carnaval do Recife vão chamando a atenção do público e da crítica, e o que parecia ser sucesso regional, ultrapassa as fronteiras do inimaginável, ganhando visibilidade em outros estados da constelação nacional e o status de revelação da música brasileira. Sua formação, seu carisma e a sua poesia cordelista declamada nos palcos, acompanhadas da força orquestral do violão regional de Cleyton Barros começaram a deslumbrar o Brasil, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas. Já se disse que “à magia do grupo que narrava a trajetória do fogo encantado, soma-se a presença cênica de seus integrantes e os requintes de um projeto de iluminação e cenário jamais visto na cena musical da mangue beat”.

    Portanto, caro Lirinha das mil e uma estripulias musicais, que tivemos o imenso prazer de conhecer na casa do genial poeta modernista Manoel Bandeira num sarau de Zé de Cazuza, nos idos de noventa, esqueça tudo que passou, desvista-se do paletó outside e da gravata fendi, das músicas e letras bossas udigrúdis, junte-se novamente à sua turma, chame o gênio percussivo de Naná Vasconcelos para produzir, adentre novamente ao Estúdio da Várzea, e comece a preparar um novo e revolucionário Cordel do Fogo Encantado para acalmar e matar as saudades dos fãs, tietes e fanáticos que se sentiram órfãos com sua despedida melancólica na madrugada de janeiro de 2010, depois de ter cantado “Cio da Terra”, Trabalhadores do Brasil” e a antológica resposta à moça linda que disse que a Cordel do Fogo Encantado havia perdido a essência de seus versos regionalistas, tão presente na poesia dos poetas do absurdo.

  15. Céu de Estrelas

    Cícero Tavares de Melo (cicerotavaresdemelo@hormail.com)

    Embora não tenha sido escrito nos anos trinta, época em que predominou na Literatura Brasileira a chamada geração neo-realista, com a publicação de vários romances significativos que marcaram esse período rico da nossa literatura, como A Bagaceira, de José Américo de Almeida; São Bernardo, de Graciliano Ramos; O Quinze, de Raquel de Queiroz; Caminhos Cruzados, de Érico Veríssimo; Capitães de Areia, de Jorge Amado, dentre outros, que tinham como característica principal em suas temáticas a verossimilhança, o retrato cruel e direto da realidade com seus elementos históricos e sociais, o romance Céu de Estrelas, escrito por volta de 1986, por um jovem carpinense, José Tavares Sobrinho, egresso de escola pública estadual, onde havia terminado o curso ginasial com todas as deficiências e mazelas pedagógicas da época e que até hoje prevalece, conta a história de três jovens pré-adolescentes, lindas e determinadas que, marcadas por intensas transformações psíquicas, físicas e sociais, se reúnem na Praça Central da cidade em plena Festa de Réis e começam a bolar um plano de mudança de vida e de atitude: se mandarem daquela cidadezinha acolhedora, mas sem vida, sem novidade, sem acontecimentos relevantes para uma grande metrópole onde, acreditam, as revoluções culturais, científicas, econômicas, políticas e sociais acontecem e o mundo toma conhecimento instantaneamente. E as oportunidades também.

    É desse ambiente árido, quase inóspito que as jovens, depois daquela véspera efervescente da Festa de Reis dos idos de oitenta, tomam uma decisão inesperada: no dia seguinte viajam até a Estação Rodoviária do Recife, compram três passagens na Itapemirim e, sem o conhecimento da família, numa madrugada sombria e sinistra, se mandam da cidade natal rumo à cidade maravilhosa em busca de novos ares, novas aventuras, que só uma cidade grande pode oportunizar.

    E assim, caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento, como diz a canção do gênio de Santo Amaro da Purificação, rumam as três jovens à cidade grande em busca do incerto, do inesperado, do desconhecido, deixando as famílias apavoradas porque a única pista que haviam deixado dessa aventura era um bilhete assinado pelas três com os seguintes dizeres: mãe, pai e irmãos, não se preocupem. Partimos em busca de uma vida melhor. Assim que chegarmos, daremos notícias onde estamos. Fiquem com Deus!

    Mal começa a viagem, e as jovens já começam a sentir o gosto amargo do inferno: o início das ações marginais urbanas que atingem e apavoram os coletivos de forma assustadora e irreversível. Bandos armados assaltando tudo pela frente, empunhando a violência e o terror. E o pior: não encontrando nada! Numa dessas investida apavorante, já prenunciando o cenário instalado na cidade maravilhosa nos idos de oitenta, um bando ensandecido e armado até os dentes, toma o coletivo de assalto, barbariza com os passageiros e ordenam ao motorista que arraste o coletivo até a cidade de deus. O resto dessa história profética e assustadora só depois da publicação do romance um dia…

  16. O que é necessário para ser advogado?

    Cícero Tavares de Melo (cicerotavaresdemelo@hotmail.com)

    A celeuma que envolve a OAB e o seu reservado Exame da Ordem chegou à novela. E não poderia ser diferente. É preciso tornar pública sua escandalosa nocividade a uma classe absolutamente prejudicada e vilipendiada – os bacharéis em direito – para poder discuti-lo com toda a sociedade, abertamente, democraticamente, e se encontrar uma solução isonômica a esse mal que aos poucos está se tornando uma epidemia, tento como parâmetro o número absurdo de graduados que ficam na sarjeta com o diploma de conclusão na mão, mas desqualificado e sem rumo do que poder fazer dali em diante. O bacharel em direito, sem o número da OAB para advogar, é um sujeito ignoto, desprezível, visto pela própria OAB como um ser absolutamente incapaz, abjetamente ignorado. Isso é justo?

    Depois da sua unificação, ocorrida em 2009, o Exame da Ordem deixou de ser um testador da capacidade profissional de um bacharel em direito ser advogado para tornar-se um recipiente de níquel com a aplicação de três exames ao ano, cada um com a inscrição de mais de cem mil bacharéis, e cada um pagando uma taxa absurda de duzentos reais! Ponto para o cofre da OAB, que não é executável, tem imunidade tributária, não paga anuidade e não está sujeito ao controle do TCU! O percentual de aprovação ínfimo comprova por que a OAB prefere manter esse statu quo: 2010.1, 14,03%; 2010.2, 16,00%; 2010.3, 11,73%.

    Tornou-se muito mais cômodo para a OAB arrecadar essa quantia exorbitante de dinheiro dos desesperados bacharéis em direito à aprovação do exame, sem prestar uma mísera satisfação à sociedade dessa quantia arrecada, a ter responsabilidade com os advogados devidamente habilitados, pois ter a obrigação de fiscalizá-los, abrir-lhes escritório para exercer a profissão, dar-lhes suporte técnicos e qualificá-los às exigências das novas técnicas do mercado é tarefa muito desgastante e incômoda à OAB. Daí sua preferência em aplicar um Exame da Ordem extremamente difícil, absolutamente desumano, reprovar mais de 90% a cada concurso de proficiência, jogar a culpa nos bacharéis ou nas faculdades que os formaram e ponto final. Está aí a fundamentação jurídica mais bem embasadas dos últimos tempos. Ponto para a OAB!

    E saber que essa paladina intrépida, antes da impugnação do mandato do ex presidente Fernando Collor de Melo, (aliás responsável pelo veto integral ao projeto de lei n.º 201, de 1991, que dava origem a edição da lei 8.906/94, por considerá-lo inconstitucional), ganhou notoriedade nacional por sua responsabilidade institucional, como: defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, os direitos humanos, a justiça social, a pugnação pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das INSTITUIÇÕES JURÍDICAS; bem como promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.

    O que teria feito a OAB ter mudado tanto o seu Foco Social, dantes defendido com umas e dentes em defesa dos oprimidos, dos desassistidos, dos cassados políticos, dos sem diplomas, dos bacharelados, dos sem cursos, dos marginalizados da lei? Será que toda essa preponderância potencializada tenha se iniciado depois que um determinado ex presidente da Ordem tenha assistido ao episódio da Família Dinossauro, Fonte de Energia, tenha se inspirado no chefe da empresa WESAYSO (Nós dizemos que sim!), B. P. Richfield, e tenha resolvido pôr em prática a ideia de que tudo está bem desde que nada contrarie a hegemonia da EMPRESA? Esperemos que a novela trate esse tema social tão delicado com responsabilidade, diferentemente da OAB que o expatriou sem o justo processo legal, relegando-o aos confins do desterro!

  17. TUTORIAL

    Senhores seus e senhoras minhas

    Escrevo-lhes esse insignificante tutorial para esclarecer algumas incredulidades surgidas nas coisas que escrevo e que são destinadas a um minúsculo público eclético meu, tanto na página do FACEBOOK, do MIOPIA, do ACERTOS DE CONTA, quanto do meu BLOG, autointitulado NÓIS SOFRE MAS NÓIS GOZA, que se encontra ainda em fase de construção.

    Inúmeras pessoas, de todas as faixas etárias, muitos deles meus amigos e amigas afetivas que me conhecem desde a época dos dinossauros, há mais de 3.000.000.000 anos antes de Cristo, me questionam por emeios, cartinhas, telegramas, telefones e pessoalmente quando se deparam comigo em alguma avenida, rua ou ruela desse mundo velho sem fronteira, por que utilizo-me de muitos palavrões, frases agressivas e inconsequentes, quando escrevo meus comentários, teclo minhas croniquetas e redijo minhas entrevistas, publicadas primeiramente no nosso jornalzinho, o PAPA-FIGO, e depois na página do FACEBOOK, esse ninho de escorpião criado em 2004 pelo nada abestalhado americano, Mark Zuckerberg, na Universidade de HARVARD.

    Digo-lhes apenas que tudo aquilo traduz meu espírito irreverente e escrachado de ser, genuinamente brasileiro, macunaimamente brasileiro, mas sem nenhuma intenção de magoar quem quer que seja ou ferir suscetibilidade. Deixo-lhes bem claro que tudo aquilo é meu jeito de ser, minha alma, minha verve, meu orgasmo espiritual, da maneira como Deus me fez, criou e pôs no mundo e depois de nascido, me disse: Vai ser Cícero na vida, sem frescura nem tergiversação, seu filho de Maria Alves!
    Costumo dizer a essas pessoas que me procuram lamurientas, queixosas dos meus escritos nada convencionais, que não tenham nenhuma ilusão sobre o ser humano: NADA APARENTA SER O QUE É À PRIMEIRA VISTA! O mundo é brutal e a realidade é pior do que a ficção. Os palavrões, a nudez, o sexo, a liberdade para dizê-los e fazê-los são dádivas divinas e se Deus nos quisesse proibir dessa dicotomia Ele não nos teria dado a ter o maior bem da humanidade: A Liberdade!

    Existe coisa pior no mundo do que a tirania dos tiranos e ditadores insignificantes, o extermínio de bilhões de pessoas inocentes e famintas a espera de solidariedades de quem tem e não quer dar, preferindo jogar no detrito da insensatez? Existe mal maior no mundo do que as embromações, os embustes, as dissimulações e os fingimentos desses milhares de pastores e pastoras do cão que se aproveitam das sábias palavras de Deus, distorcem-nas, para usurparem e roubarem a dignidade dos pobres e inocentes em nome de um céu falso, uma eternidade fictícia, e um deus que nem eles mesmos acreditam? Que só estão ali para fuderem os fracos de espírito, roubando-lhes em todos os sentidos para manterem suas magnificências, suntuosidades, statu quo e PODERES?
    Portanto, meus queridos senhores seus e minhas queridas senhoras minhas, não torçam o nariz ao que escrevo, não escarrem nem caguem em cima. Leiam ao menos por curiosidade. Se gostarem, “tivirtam-se”, do contrario, façam feito a roqueira doidona e arrombadora de festa, Rita Lee, fez no show realizado no Ceará: puta da vida com as reações de alguns policiais que queriam “gerenciar” seus fãs e tietes, arriou as calças e mostrou a bunda branca com a seguinte frase: “esse cu tá velho mas é meu, por favor se manquem se por ele não sentirem tesão”.

    SEVERINO CASCA GROSSA ZORAYA MORAIS ALMEIDA PANTANAL (ou: CÍCERO TAVARES DE MELO) (cicerotavaresdemelo@hotmail.com).

  18. MALANDRAGEM HUMANA!

    Pense numa curiosidade Jurídica!

    Um advogado de Charlotte, NC, comprou uma caixa de charutos muito raros e muito caros. Tão raros e caros que os colocou no seguro, contra fogo, entre outras coisas.

    Depois de um mês, tendo fumado todos eles e ainda sem ter terminado de pagar o seguro, o advogado entrou com um registro de sinistro contra a companhia de seguros.

    Nesse registro, o advogado alegou que os charutos “haviam sido perdidos em uma série de pequenos incêndios”.

    A companhia de seguros recusou-se a pagar, citando o motivo óbvio: que o homem havia consumido seus charutos da maneira usual.

    O advogado processou a companhia… E GANHOU. Ao proferir a sentença, o juiz concordou com a companhia de seguros que a ação era frívola. Apesar disso, o juiz alegou que o advogado “tinha posse de uma apólice da companhia na qual ela garantia que os charutos eram seguráveis e, também, que eles estavam segurados contra o fogo, sem definir o que seria fogo aceitável ou inaceitável” e que, portanto, ela estava obrigada a pagar o seguro.

    Em vez de entrar no longo e custoso processo de apelação, a companhia aceitou a sentença e pagou U$15 mil dólares ao advogado, pela perda dos charutos raros nos incêndios.

    AGORA A MELHOR PARTE:

    Depois que o advogado embolsou o cheque, a companhia de seguros o denunciou e fez com que ele fosse preso, por 24 incêndios criminosos!!!

    Usando seu próprio registro de sinistro e seu testemunho do caso anterior contra ele, o advogado foi condenado por incendiar intencionalmente propriedade segurada e foi sentenciado a 24 meses de prisão, além de uma multa de US$ 24.000.

    Moral da história:

    Do outro lado também tinha um advogado. Melhor e bem mais esperto.

    SEVERINO CASCA GROSSA ZORAYA MORAIS ALMEIDA PANTANAL (OU: CÍCERO TAVARES DE MELO) (cicerotavaresdemelo@hotmail.com)

  19. Rodolfão, o Aloprado

    (Para Sônia Lockener do Nascimento)

    Foi amor à primeira revista.

    Recífilis. Alto da Besta. Subúrbio brabo. Sem Lei. Sem Estado.

    Ao chegar ao ferro velho, o Cambalacho, de seu Corujão, um sujeito mais gordo do que um hipopótamo e mais feio do que as necessidades, a Bela da Bica, dona da Nego Nu Modas, enfeitiçou-se por Rodolfão, um wolksmala cheio de bossas, rapapés, artimanhas e ginkgobilolas, que estava encostado há ânus.

    Encantada por Rodolfão, a Bela da Bica não delongou: pagou-lhe o preço cunhado pelo seu Corujão em cruzado, e saiu do Cambalacho direto para o subterrâneo do asfalto do Recífilis, carangolando.

    Após rodopiar cem metros de pavimentos esburacados, desgraceira total, Rodolfão frescou e aprontou o seu primeiro cu-de-boi: deu (êpa!) uma de Jumento Celestino: rinchou, relinchou, escoiceou, peidou e pifou, deixando a Bela da Bica em polvorosa.

    A Bela da Bica, musa, linda, meiga e assustada, não deliu: procurou o adeleiro da oficina mais próximo, chamou um pinguço todo lambuzado de graxa para fazer o orçamento, e sentiu o primeiro golpe na bolsa. Mesmo assim o conserto foi feito.

    No caminho para casa com a Bela da Bica ao volante, Rodolfão tramou mais uma presepada, encrespando, relinchando e soltando os cachorros, pifou novamente.

    Em Pânico, a musa da Trajespaço rebocou Rodolfão para o Carangalho, um ferro velho da rua da Pitita. Lá, um mercânico da cara de cachorro chihuahua asteca, deu uma espiada malandra no bicho, e ordenou trocar a metade das peças do motor de Rodolfão para, segundo ele, ficar no grau.

    Falsário, como os deputas do Congra, no outro dia, Rodolfão preparou outra estripulia, safadice, e a Bela da Bica, digo: a musa da lingerie, lacrimejante de raiva e desespero, levou Rodolfão para o sucatão Pingaralho, para outra revisão geral.

    Chegando lá, a Bela da Bica autorizou seu carango cagança limitada, o maior finório da redondeza a repor todas as peças que estivessem estragadas em Rodolfão, porque precisava viajar a Brejo da Madre de Deus, onde iria assistir ao Maior Espetáculo da Paixão de Cristo ao ar livre do Mundo, e queria ver Rodolfão nos trinques para fazer uma viaje tranquila e sossegada, sem dor de dente.

    Pronto o bicho, a Bela da Bica o pegou do Pingaralho, e o levou para casa. À noite, deu-lhe um banho de shampoo de casca-de-juá, lavou-lhe as rodas com sabão de pedra e passou-lhe no capô e nas partes sensíveis e pudendas, perfume Cabrochá; maquilou-o com pó de arroz da Drosli e tacou-lhe um pouco de água benta de urgir da Igreja Universal do Queijo do Reino.

    De manhãzinha, sol ardente, dolente, a Bela da Bica tirou Rodolfão da garagem feita de lona do Paraguai. Pôs-se dentro com a patuleia e ganhou a estrada esburacada cantarolando o Dinheiro não é tudo, mas é 100%, do brega-cult pós-pós de Pereiro, Falcão.

    A viagem ia tranquila como um velório de anão. Passou o Curalho IV (o Curtiço do Quinca), depois o TÍPica (a tenda do Kriuse), e seguiu pelas estradas do Crispo Redempor, Morreno, Vitória de São Pantaleão, Tapereba e Suplicyo, até chegar em Engravatada, a cidade Rabo de Arraia.

    Ao se aproximar das Serras das Russas, os pentelhos de Caruaru, Rodolfão frescou outra vez no lombo da mata fechada, estancou e parou, deixando a Bela da Bica desesperada e mais perdida do que Zé Lezin na entrada da cidade de Arapiraca, quando avistou uma estátua de mais de vinte metros quadrados agarrada a um rolo de fumo boró grosso e preto, qual o trussue do Homem da Meia Noite.

    “Braba que só uma capota choca”, a Bela da Bica finalmente cansou, entregou os pontos, não aquentou mais e praguejando, decidiu jogar Rodolfão Serras das Russas abaixo. E chorosa, disse: T’esconjuro, Filho-de-uma-vaca-louca e Zé Buchudo de proveta do Asse Eme com Georgina Ratoeira. E dizendo isso, empurrou o crápula do Rodolfão serras das russas abaixo, pôs o matulão e as traças às costas, pegou a estrada a pé, nobre, livre e soberana, para, uma semana depois, entregar uma cópia desta história sem pé nem cabeça ao afuleirado Severino Casca Grossa Zoraya Morais Almeida Pantanal, para ele transformá-la numa Big História do Confins da Gota Serena.

    Decididamente, Rodolfão não vale um abraço! Létis Goooolll!

    P:S: Essa história é uma homenagem in memorin à Sônia Lockener do Nascimento, cujo câncer agressivo a fez mergulhar sedo no sono eterno. Publicada pela vez primeira em 2001, no n.º 43 do jornal Poesia Descalça do Grupo da Várzea, vale como uma prova viva de que a bondade, a solidariedade, a honestidade e a luta numa grande Mulher é o seu legado à Eternidade.

  20. ADVOGADO DO RECIFE
    In Memorian do Dr. José Paulo Cavalcanti

    Por volta dos anos 70, um homem simples, do povo, totalmente destituído de qualquer ambição financeira, foi convidado pelo Pe. Granjeiro, Reitor da UNICAP, para compartilhar sua sabedoria jurídica com os jovens calouros iniciantes no Curso de Direito daquela Instituição Religiosa. E, mais importante: partilhar toda sua sabedoria e experiência da prática forense, vivenciada como “Advogado do Recife” (profissão que o orgulhava ser!).

    Entusiasta, e sabedor da altíssima responsabilidade na condução do destino daquela juventude (futuros aspirantes a advogados), aceitou o convite de pronto e, de pronto, começou a transmitir seus conhecimentos práticos e teóricos em salas de aulas com a mesma satisfação e honestidade com que analisava cada processo que lhe caia nas mãos, seja para esmiuçar ou dar-lhe destino e consistência jurídica, enquanto exercia condignamente a profissão de “Advogado do Recife”.

    Para ele, não havia insatisfação no ofício da lide, somente prazer, tudo temperado com gestos simples e prestimosos, como quando um aluno o procurava para tirar dúvidas sobre tais ou quais procedimentos processuais ou jurídicos, no que ele, pacientemente, amestrava como um experiente artífice das oficinas acadêmicas do mundo.

    Para ele, o prazer de estar vivo, saudável, compartilhando seus conhecimentos jurídicos com aquela juventude auspiciosa era um dos maiores bem-estares que a vida lhe podia proporcionar, enquanto o Todo Poderoso não o chamasse para a viagem silenciosa e eterna.

    E isso ficava refletido no dia-a-dia de suas lidas: nos gestos para com os seus entes queridos, no escutar e procurar compreender e entender os seus semelhantes, na busca incessante por Justiça Social, independentemente da classe, da raça, da cor, do “status social”; o que não é costume, infelizmente, no ser humano, quando ocupante de uma posição mais elevada. Segundo um amigo, “tem gente com o terno maior do que o corpo pode comportar”, esquecendo-se de sua pequenez terrena e da transitoriedade da vida!

    Passado um mês da lida professoral, o Pe. Granjeiro o chama ao RH da Instituição para lhe pagar os proventos do mês, ao que ele, de forma cortês e singela, se recusa a receber e, num gesto de grandeza, informa ao Reitor que destine aquela quantia às instituições filantrópicas mantidas pela Igreja, porque sua profissão de “Advogado do Recife” já lhe remunerava o suficiente para manter-se e a prole. E, com este gesto de nobreza, respeitosamente, se retira do gabinete do Reitor e se dirige à sala de aula, com a mesma alegria e satisfação que o fazia estar vivo e ser o que era: “Advogado do Recife”.

    Assim era o Dr. José Paulo Cavalcanti, um homem único, que veio ao mundo para tratar de todos os iguais e diferentes como iguais.

    Homem como aquele é que salva o gênero humano de hipócritas e bestas-feras figuras humanas modernas, travestidas de salvadores da humanidade, mas que não passam de tiranos, déspotas indigitados e pastores do cão!

    CICERO TAVARES DE MELO (cicerotavaresdemelo@hotmail.com).

  21. MATUTO ESPERTO E DESCONFIADO DA LEI 9099/95

    Um matuto com cara de tabaco leso, mas nem tanto, se dirige a um determinado Juizado Especial Cível (JEC) de um determinado TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE UM ESTADO DO NORDESTE para queixar-se que um determinado Banco estar querendo botar no seu cu sem vaselina por um contrato bancário inexistente.

    De posse de toda documentação original de cobranças de taxas e prestações indevidas enviados ao seu endereço, embrulhados no papel de balcão de charque, comprovante de nome nogativado nos índex dos Cadastros de Restrições aos Créditos, negativação nos Cartórios, o caralho a quatro, o homem vai até o Balcão da Secretária Central do JEC para formalizar a Pré-Queixa.

    Leva o CPF e RG originais, comprovante de dados pessoais e de residência, comprovante do contrato de cobrança inexistente enviado pelo tal Banco ao seu endereço contendo os valores indevidos monstruosos lhe cobrado por débitos inexistentes, e lavai o trem.

    Formulada a Pré-Quexa, a jovem que o atende, simpática e atenciosa, lhe dá o número do processo, informando-lhe da data da Audiência de Tentativa de Conciliação, e caso não chegue a um consenso na hora, o Conciliador ou Juiz Leigo que está conduzindo a Conciliação, parte logo para a Audiência de Instrução e Julgamento, onde serão ouvidos os dois lados, o Burro e a Águia, as testemunhas e as provas que se pretendem produzir para demonstrar de que lado está o errado.
    No momento de formalização da Pré-Queixa, a jovem que atendeu o matuto, disse que ele não precisava levar Advogado para a Audiência, porque o valor da causa era de 20 salários mínimos, e a tal Lei 9 099/95 faculta as partes conciliarem sozinhas. E o matuto, mesmo desconfiado, acreditou e se foi-se embora.

    No dia da Audiência o matuto chega sozinho, todo suado, mesmo aconselhado pelos seus pares que procure um advogado. Que não confie nessa tal Lei do Juizado Especial Cível que manda dispensar advogado, porque o pau só cai em riba do mais fraco, do fudido. Porque do doutro lado o Banco vai mais armados de advogados do que o tenente João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva, quando metralharam Lampião em Angico.

    Disseram os amigos ao matuto:

    – Quem avisa amigo é! Depois que o fumo está dentro não adianta tentar tirar porque a desmoralização já está no carnaval vestida de catirina. Tu não podes confiar numa Lei que foi feita por um bando de cabra doidão cheio de chá de cogumelo e folha de coca da Bolívia na cuca E SÓ PENSANDO NAQUELE PROJETO PARA ROUBAR A POPULAÇÃO!!.

    Essa turma que criou essa merda dessa Lei não pensou na gente não, Zé! Onde já se viu uma Lei que diz que uma pessoa sozinha, sem entender porra nenhuma dos seus direitos vai saber na frente de um cardume de tubarão armado até os dentes? Eles comem teu CU LÁ MESMO E TU NÃO SENTE! VAI, NESSA!

    Dito e feito. No dia da Audiência de Conciliação, o matuto e o Banco foram chamados. Entraram. O Banco foi representado por três advogados fuderosos, armados a até o caralho de argumentação para fuder o caipira. Do outro lado o matuto, franzino, chapéu não mão, ficou assustado, incomodado! O Conciliador expôs a importância da conciliação, demonstrando porque se a coisa se encerrasse ali era bom para as partes, mesmo SABENDO QUE O CAIPITA TINHA RAZÃO, TINHA UM DIREITO VIOLADO E IA PAGAR POR ALGO QUE NÃO COMETEU!

    Foi quando o matuto, que não era besta, refletindo nas palavras que os colegas de roças diziam, disse:

    – Vossa insolência, me adescupe a ingnorância, mas eu num vou fazer esse acordo não! Vou premeiro concultar os cabras lá do roçado, saber se eles conhecem um adevogado bom para me defender pela busca dos meus direitos! Eu não comi, não roubei, não matei, não enganei, o banco me cobra dinheiro que não devo, tenta me prender, me azucrina o juízo de telefonemas todos os dias, me bota nesses tal de SPC e SERASA e vossa insolência diz que não houve nada! Pera aí!!

    – Bem que meus amigos do roçado me disseram: – Zé, não confia nessa Lei não, Zé! Quem já se viu no País escroto feito o Brasil o cabra ir só para Justiça sem adevogado, só na cabeça desses doidões cocainados que criaram essa Lei Maluca.

    Foi nesse exato momento que a Conciliadora, olhando para os advogados do banco, não encontrando outra alternativa para fuder o matuto, marcou a Audiência de Instrução e Julgamento para outra data.

    Moral da História:

    O Legislador Originário pode ter tido ótimas intenções quando criou a Lei dos Juizados Especiais Cíveis, facultando às partes irem para a Audiência de Conciliação e Instrução e Julgamento sem advogados, mas ele previu como a parte mais fraca se defender caso a parte mais forte venha armada até os dentes? É por isso que a população pobre está se fudendo todos os dias nesses tribunais especiais cíveis e o Congresso e a Câmara Federais ainda não discutiram uma mudança na Lei 9 099/95, exigindo a presença de Advogados em todas as ações.

    SEVERINO CASCA GROSSA ZORAYA MORAIS ALMEIDA PANTANAL (cicerotavaresdemelo@hotmal.com)

  22. ROBERTO CARLOS E A ORGIA NO BURACO DE OTÍLIA, DA RUA DA AURORA

    Anos setentas. Nessa época Roberto Carlos já era idolatrado como o ídolo das multidões. Para onde ele ia, uma tonelada de gente entupia o recinto de histerismo, principalmente mulheres balzaquianas ricas e mal amadas que se atiravam no palco dos shows desejando que o “Rei do baralho” as comesse ali mesmo na frente da multidão ensandecida, sem dó nem piedade porque a tesão estava lhes saltando os poros, e elas estavam tendo orgasmos dentro das calcinhas lacans.
    J
    unto com o seu amigo de fé, irmão, camarada, Erasmo Carlos, o terror dos periquitos juvenis, um dos responsáveis pela criação do movimento Jovem Guarda, compunha as letras das músicas do “Rei da porrinha” que todo mês de dezembro explodia em LPs que infestavam as lojas de discos de todo o Brasil, e era presente de Natal obrigatório para as pessoas que gostavam das músicas do ídolo da “Perna de pau”.

    Roberto Carlos já era conhecido em todo Brasil, quando chegava para fazer seus shows, como o “Rei da suruba, do bacanal, da esbórnia, da orgia”, movidos a cogumelo, currimboque, cachimbada, despachos e fumo de Arapiraca, que ele fazia questão de levar para “as festas” para enrabar aqueles que não compartilhavam das suas fantasias sexuais tresloucadas. Vem dessa época a mania de ele fumar aquele cachimbo preto de vaca nelore, estampado na capa do LP intitulado “Roberto Carlos: Pra sempre”, onde está inserçada a música “Jesus Cristo”, biografia do filho de Deus não autorizada por Edir Macedo, que até hoje lhe cobra os royalties autorais por apropriação indébita.

    Com o estrondoso sucesso das músicas “Jesus Cristo”, “Meu Pequeno Cachoeiro de Itapemirim” e a lambada “Minha Senhora”, composta por Aurino Quirino Gonçalves – O Pinduca, o LP “Roberto Carlos: Pra Sempre”, estremeceu as paradas das rádios AM de todo o Brasil. Provocou inveja no cafajeste Carlos Imperial, com seu programa de auditório “Esta noite se improvisa”, transmitido pela TV Record, que logo chamou o “Rei do bozó”, Roberto Carlos, a participar para comer todas as cantoras e atrizes principiantes com os periquitos coçando e doidas para fazerem sucessos a qualquer custo: Gretchen, Sônia Braga e outras “lebres” do mundo do lupanar, são dessa época.

    Foi neste ano que Roberto Carlos veio fazer um show aqui em Pangeia, se hospedando no Grande Hotel Recífilis. Assim que chegou, chamou o anão “Pau Vermelho”, jardineiro do Grande Hotel, mandou-o “selecionar umas 40 putinhas cabaços, com idade entre 12 e 16 aninhos” para, assim que terminasse o show “Roberto Carlos: Pra Sempre”, no Geraldão, ele iria até o “Buraco de Otília”, para fazer a maior orgia regada a cogumelo, pô de arroy de drosly, iscrricri e currimboque de mijo de vaca malhada, trazidos da fazenda Tabé Lião, do Coronel Ludugero.

    Uma hora da matina Roberto Carlos chega ao Buraco de Otília cercado
    por quarenta putinhas selecionadas a dedo pelo anão “Pau Vermelho”, entra no quarto reservado por dona Quitéria, a cafetina do priquito mais folote da América Latrina, e lá pratica o maior bacanal de Herodes de todos os tempos que se tem notícia em Pangeia, regado a pimenta malagueta, ardidas, vermelhas, ao ponto de no outro dia sair do Cabaré direto para o Hospital “Matadouro Chique”, no “Alto da Pitombeira”, onde Liêdo Maranhão labutava como dentista e, aqui acolá, engessava a bimba de garanhão com o gesso trazido do Polo Gesseiro Vitória Qualimina.

    Foi nesse época que o “Rei da Porrinha”, Roberto Carlos Braga, recebeu das meninas que com ele treparam a alcunha “O Cabeleira da bimba à esquerda”. Até hoje tenho a curiosidade de saber o por quê do apelido tão esconso mas dona Quitéria, apesar de ser comida por Zé Lezin com essa promessa de revelar, guarda o segredo a sete chaves no meio da taiada, e disse que pretende morrer com ele irrevelado, a não ser que um biógrafo esteja disposto a escrever suas putarias de guengona, pagando 50% de adicional de insalubridades, previsto na CLT de Getúlio Vargas.

  23. JOAQUIM BARBOSA E A JUSTIÇA

    Infelizmente no Brasil, qualquer que seja o ideário do sujeito que esteja no Poder Legislativo, no Executivo ou no Judiciário, que tentar ser uma espécie de Dom Quixote disposto e determinado a tentar pôr um freio nas putarias e corruptarias do Sistema com a espada curta e cega, vai sempre acabar se ferrando na imensidão do Inferno Corruptelado, onde o Poder Paralelo está sempre dando as ordens e atropelando todo e qualquer sonho de probidade e honestidade.

    Joaquim Barbosa, o ministro que dividiu a história do Supremo Tribunal Federal em antes e depois dele, tentou com honestidade, probidade, honradez e correção, pôr um freio nessa podridão escatológica brasílis, mas foi vencido pela Espada da corrupção, da desonestidade, da improbidade e da incorreção. O dinheiro dos poderosos comprou tudo, até a “mãe-de-calor-de-figo”.

    No País onde a notícia da saída de um ministro honrado e honesto, por livre e espontânea pressão, que tentou aplicar a Lei conforme a Lei determina, pondo na Papuda quem saqueou a Nação, roubou o sonho dos brasileiros e cagou na cara da Justiça, ter sido recebida com alívio e indiferença por advogados e por juízes, que ao invés de lamentarem a saída, se regozijaram com ela, não se pode esperar Justiça nunca! Apenas para “preto”, “pobre” e “puta” é que a Lei vai ser aplicada com dignidade pela Justiça, conforme a Constituição.

    Enquanto correr no nosso sangue o DNA dos foragidos, dos degredados, dos aventureiros, dos ladrões e assassinos e da Família Real Portuguesa que nos colonizaram, o Brasil vai ser sempre essa Zona de Corrupção e Impunidade carnavalizada, onde o dinheiro e o poder podem tudo e todo aquele que tentar moralizar será pendurado de cabeça para baixo no pé de algaroba, arrancado o pescoço, tirado as tripas para se pular corda com elas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: