O dia que o diário engoliu o jornal: blogues vencem bloqueio!

By Tom Gauld

By Tom Gauld

Em qualquer lugar, de qualquer lugar, em todo lugar.

Os blogues vão chegando de todos os pontos e falando sobre todas as coisas, incluído aí o nada falar, evidentemente.

Tremem os oligopólios revelando o que eles apenas fingiam ignorar.

Perdeu patrão, perdeu!

Transcrevo diretamente daqui, o artigo aí:

O (en)canto do blog

Paulo Nassar
De São Paulo

Os intermediários parecem perder poder, pelo menos no mundo da comunicação. Vê-se enfraquecerem os que fazem o meio de campo entre as chamadas fontes de informação e a sociedade, os veículos de comunicação de massa tradicionais – jornais, revistas, rádios, televisões filhos de uma era em que para se comunicar de maneira ampla eram necessários aparatos tecnológicos identificados a olho nu: grandes antenas retransmissoras ou grandes instalações industriais para abrigar impressoras enormes. Propagandear, vender, entreter, comunicar era sinônimo de especialista, muita máquina e muito fio.

A comunicação agora é intensiva, muito mais leve, mais software. Dispõe de grande oferta de mídias novas, inimigas de especialistas e intermediários. Hoje você acorda com o canto dos blogs e o trinado do twitter.

A era exclusiva do rádio, da televisão e da imprensa escrita passou. O agora comunicativo são todas as eras mais o tempo do Eu-mídia, em que pessoas, empresas e instituições são donas das suas próprias mídias. Um tempo de relações públicas intensivas, em que todos são jornalistas, publicitários e relações-públicas.

Acionistas e famílias proprietárias de mídia do tempo em que poucos eram exclusivamente os emissores de mensagens endereçadas para milhões de receptores, passivos e infantilizados, não gostam do que estão vendo: as novas mídias diretas, que corroem poder, faturamento, jornalismo commodity e a desmoralizada agenda setting.

Hoje, no extremo, todos podem influenciar todos. Afinal, agora, sem intermediários, milhões podem expor seus pontos de vista nesse mundo de controvérsias ambientais, econômicas e sociais. Não há mais unanimidade. Quem não é otimista ou vive uma crise financeira ou profissional vê o caso como barbárie digital.

A Petrobras criou o seu blog e mostrou um caminho sem volta e sem filtros. Logo, muitas outras empresas e instituições repetirão a iniciativa. Diante da mídia da fonte, as redações terão que fazer jornalismo com competência para ser crível: selecionar informações, interpretar e opinar com qualidade. Apenas começa a discussão das regras para a gestão dessa e de outras mídias digitais, que são legais e legitimas, e estão à disposição da comunicação empresarial. Mãos à obra: discutir democraticamente uma nova deontologia, porque McLuhan tinha razão: “o meio é a mensagem”.

Paulo Nassar é professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE). Autor de inúmeros livros, entre eles O que é Comunicação Empresarial, A Comunicação da Pequena Empresa, e Tudo é Comunicação.

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~ por C. Guilherme A. Salla em 27/06/2009.

6 Respostas to “O dia que o diário engoliu o jornal: blogues vencem bloqueio!”

  1. Hoje, pela manhã, passei em frente a uma banca de jornais que existe há muito tempo. O dono tem cabelos brancos hoje. Lembro-me de quase toda a minha família comprando jornais e revistas em sua banca. E nós, quando pequenos, líamos gibis.
    Pensei: “puxa, o Zé deve ter ganhado um bom dinheiro naqueles tempos, hoje deve viver desses velhos que estão em volta da banca falando sobre futebol, bom, mas naquele tempo não havia entrega de jornais em casa, internet e essa absurda diversidade de revistas”.

    Será isto positivo mesmo?

  2. Eu nunca assinei jornal algum. Gostava de ler os cadernos de “domingo” e, ainda sim, recheado de notícias velhas… acho que ruim mesmo ficou pro Zé…

    Abraço!

  3. Gostemos ou não, a web é a única forma realmente democrática de expressão que conheço. É claro que tem muita porcaria na rede, mas nas bancas também tem. E pelo menos estamos quase livres dos oligarcas da informação e da edição literária, eu acho.

  4. Os artigos de opinião e todo conteúdo original dos jornalões já estão disponíveis nos blogues de seus autores.
    Para os jornais restam a publicidade ostensiva e as matérias tendenciosas e manipuladoras da opinião pública… e isso eu realmente dispenso.

    Abraço!

  5. Será que os netos do Seu Zé lêem gibis?

  6. ahahhah! Os netos do Zé tão na Lan House!
    Saudades Bea, bom te ter por aqui!
    Mande notícias!
    Beijo!

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