RODRIGO DE SOUZA LEÃO (1965-2009).

A insustentável leveza do elefanteA insustentável leveza do elefante 2 por Rodrigo Souza Leão

A nova literatura brasileira está de luto.2631435

Poetas contemporâneos repercutem em seu blogues a morte do poeta e escritor RODRIGO DE SOUZA LEÃO.

Ele nos deixou num grande momento de sua carreira, quando concorre, por sua novela TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS, ao Prêmio Portugal Telecom 2009 (está entre os 50 finalistas do concurso).

Cada vez mais me fica a impressão de que o poeta é um enfermo da sua poesia e do mundo que habita enquanto um corpo estranho.

O sistema imunológico da existência logo identifica estas anomalias e trata de saná-las. O mundo recupera a sua saúde e, a vida, livre das patologias, volta a se harmonizar com o estéril.caga2

Produzindo compulsivamente até o fim, RODRIGO DE SOUZA LEÃO, antecipa-se a ele nos poemas que deixa em seu blogue LOWCURA.

Deixa, além de inúmeros e-books e contribuições em revistas literárias, o livro de poemas O CAGA-REGRAS, de 2009.

Seguem três de seus poemas, além de um plaquete recente.

R.I.P. , bravo Poeta.

DSC02447

TODA A VIDA EM UM SEGUNDO

Morrendo a cada
Dez minutos uma vez

O círculo se fecha
E cada vez mais

O que vai indo vai
Pra nunca mais

O que fica é o futuro
Uma criança na foto

Por que nenhuma
Mãe guardou

Nossas fotos
Quando adultos

mobiliando o silêncio
com aquários vazios

vê-se inexistente
uma cor na parede

o que se vê
é um pássaro com sede

de poleiro em poleiro
fazendo voar a gaiola

lápide sem inscrição
já feita

já feita a luzificação
da alma eleita

tramites e processos do sol
no dia d

flechas e cartas de amor
fagulhando hou-

sebad
e que me marcou só sei eu

que pleiteio um fim
também

muito afim de mim

RODRIGO DE SOUZA LEÃO (1965-2009)

projeto plaquete_1

projeto plaquete_2

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~ por C. Guilherme A. Salla em 03/07/2009.

17 Respostas to “RODRIGO DE SOUZA LEÃO (1965-2009).”

  1. Porra, Guilherme, tô passado. Ontem mesmo estava viajando no “Todos os Cachorros são Azuis”. Suspendi a leitura com uma puta dor de cabeça e fui pro quarto esperar que a dor sumisse. A dor sumiu, mas ficaram as imagens do hospício do livro. Cara, que pressentimento! Já havia notado a falta de posts recentes no blog Lowcura e andava meio aflito com isso. Hoje, acordo e me dou com a notícia. Mais um gênio da raça! Sem conhecê-lo pessoalmente, tinha-o como amigo íntimo. Foi-se. Ficou-se. O poeta parte para Marte! Abraço.

  2. É difícil aceitar. Um poeta se vai antes da redenção. Um guerreiro se foi antes da vitória merecida. Choro de saudades, desencanto e tristeza. Mas sempre dele a sorrir e a falar poesia pura.
    Perda irreparável.
    Todos Cachorros São e estão Azuis de saudades
    Viva o poeta Rodrigo!!!

  3. Tive o prazer de cuidar desse gênio até seus últimos dias de vida… E viva o poeta!!

  4. Obrigado aos leitores pelas manifestações de afeto ao poeta… aqui, em seu último artigo no JB, é exatamente deste afeto que ele nos fala. Vejam aqui:

    http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/27/e27064834.asp

    Lalo, Gizza And Nurse, obrigado!

  5. Rodrigo se Libertou das suas aflições, esse é o único consolo que nós a sua família temos. O nosso Dodigo se foi mas será por nós lembrado como a criatura mais gentil, generosa da nossa pequena família.Sua carta de despedida será lida no dia de sua missa dia 10/07 às 18.30 Igrejada Paz Ipanema Rj. Obrigadaa todos

  6. […] os últimos anos de Leão foram preenchidos por telas de cores primárias e forte iconicidade, como A insustentável leveza do elefante e esta: Sentido da vida, […]

  7. Rodrigão era um batalhador. Nunca perdia o humor mesmo nas
    situações mais difíceis. Ficamos amigos pela internet e de
    telefone, desde a época do balacobaco. duas semanss atrás
    li o texto dele sobre esquizofrenia na novela das 8 que
    foi publcado no JB. Estamos todos muito tristes.

    Donizete Galvão

  8. Para Onde Vão os Poetas Quando Morrem Cedo

    Para Rodrigo de Souza Leão, In Memoriam

    “Começar o escrever era descrever/
    Descrever era desmanchar o que está escrito/
    O que estava à vista parado/
    No pensamento, no jardim/
    E reescrever, de outra forma/
    Em outra fôrma/
    O novo curso e rasgo./
    Escrever é desespera e espera…”/

    Armando Freitas Filho
    In, Lar, Poemas, Companhia das Letras

    Para onde vão os poetas quando morrem jovens?
    Para uma Terra do Nunca muito além de Pasárgada?
    Para uma Shangri-lá das esferas letrais
    Um desmundo na órbita das sensibilidades apuradas?
    Para uma cidade fantasmas de sígnicos humanos
    Em que há uma toda nova preparação para um revisitar-se?

    Para onde vão os poetas quando morrem cedo?
    O que é cedo ou tarde para o macadame das almas literais
    E o espírito dos atribulados no caos telúrico
    Entre o esquizofrêmito de criar um novo céu e uma nova guelra
    Porque a insatisfação generalizada reina e viça
    Nas infovias efêmeras que disparam solidões em concreto
    Tirando impurezas do teclado e rangendo o rancor além da rede?

    Para onde vão os poetas quando piram letras
    Ferindo-se para escreverem com sangue dívidas e dúvidas
    Muito além das cantagonias urbanas e das saciedades liriais
    Quando tudo é só um grito de horror e os sonhadores sofrem
    Como zumbis numa sociedade bizarra de bezerros com chips
    Mais os sem-nome, sem-terra, sem-teto, sem saída, sem amor?

    Para onde vão os poetas que se escrevem em dolorosos banzos-blues
    E disparam torpedos de uma geração-teflon entre placas-mães
    Tentando recuperar estimas que são lágrimas a seco
    Num Brasil Sociedade Anônima em que a cultura é nicho
    De neomalditos, de excluidos da mídia, de sonhadores sem grife?
    Porque escrever é resistir; é dar forma a uma não-formalidade
    Como se cada um gritasse seu grito individual, solitário, feito um indigente
    Que procurasse pólvora na poesia, fósforo na fé, carbono nas tintas íntimas
    Tentando refazer o próprio mundo muito além das placas de captura
    E onde a própria realização é morrer para dar-se a ouvir como um eco num abismo?

    …………………………………………………………………………………………………

    Para onde vão os poetas quando jovens e quando e morrem cedo?
    Talvez um silêncio explique a perda, o vazio, a dor de existir
    Entre regras falsas, deturpações sociais, tristes vazios culturais
    Porque a morte é um protesto, uma fuga, o mais triste poema que existe
    E sendo a saudade a mais pura forma de amor que resiste também é
    Um grito contra as dilacerações transformadas em linguagens contra a própria indiferença…

    -0-

    Silas Correa Leite, Itararé-SP
    E-mail: poesilas@terra.com.br
    http://www.portas-lapsos.zip.net
    Autor de O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, Crônicas, no prelo, Giz Editorial, SP

  9. Dia dois de julho choveu céu, talvez para provar que ele nunca esteve morto. “L’azur! l’Azur! l’Azur! l’Azur!”. Era intocável agora não mais. O inferno de Rimbaud é aqui, sempre foi. Caiu até um pedaço vermelho do arco-íris nos meus olhos, daí ele não pararam mais de ficar dessa cor. Essa chuva celestial não tingiu o mundo, o coitado continua cinza e feio, mas pintou os cachorros. Todos azuis! Ah, a batata de agora em diante será sempre frita (é o que se salva da vida). Sei que você e Baudelaire estão curtindo a liberdade definitiva, as pílulas não engolidas, o Jabuti que é você é bem capaz de levar, seu livro que começa a vender adoidado, pois lhe imaginam rei posto. Você é você, o poeta que engoliu o chip da poesia e dizia dentro da mais profunda esquizofrenia que a vida valia ser vivida pela quantidade de encantos, fato que nos aproximou tanto.Hoje, nós, os normais giramos numa desgovernada órbita em volta de um astro raro que abriga a delicadeza de ser, portanto o lugar talhado para você. Certamente você já encontrou seu cachorro de pelúcia! Um beijo nele. Dois em você.

    Rosa Pena

  10. Muito honrado com a visita de todos! Maria Rita, Donizete, Silas e Rosa, obrigado pelos comentários e homenagens ao poeta.

  11. Andei por aí sem saber que Rodrigo tinha ido embora. Uma pena e uma perda e tanto. Abraço, Claudio.

  12. Dade, agradeço a visita, o comentário, o carinho, enfim…
    Ótimos blogues, em especial o que falas de Rodrigo: http://umbigodosonho.blogspot.com/2009/07/rodrigo.html

    Abraço!

  13. Matéria veiculada dia 11/07/09 no Estadão: http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup401498,0.htm

  14. NENHUM POEMA

    PRA O RODRIGO DE SOUZA LEÃO (AMIGO EM VERSO)

    nenhum poema
    é pouco
    ou fica com sono.

    nenhum poema
    fecha
    o ciclo

    mesmo com a morte
    do dono.

    SÉRVIO TÚLIO DE MASCARENHAS LIMA

  15. (O Rodrigo era grande poeta e uma maravilhosa pessoa) Não o conheci pessoamente mais agente sente a verdade através da sua poesia e das pessoas que conviveram com ele..(UM POETA FOI…E UM POETA FICOU)

  16. LEÃO E EU

    PARA RODRIGO DE SOUZA LEÃO(AMIGO EM VERSO)

    sempre
    leio leão
    antes
    de dormir.

    e quando durmo
    sempre
    durmo
    com os
    olhos abertos
    em leão.

    que por sua vez
    amigo
    em verso que é

    rugi poemas
    inéditos
    em mim.

    SÉRVIO TÚLIO DE MASCARENHAS LIMA

  17. Tudo ficou azul: o bem-te-vi azul, a rosa azul, a caneta bic azul, os trogloditas dos enfermeiros.”
    Rodrigo S.Leão

    “Seus amigos são Rimbaud e Baudelaire; sua mente turva é colorida por muitas vozes; seus atos são consequência de um chip engolido, e talvez também de um grilo engolido; sua casa é um hospício; e, finalmente, se descreve como “um louco light”. Este é o protagonista e narrador do pequeno romance quase autobiográfico “Todos os Cachorros São Azuis” (7Letras, 80 páginas), do escritor Rodrigo de Souza Leão, falecido em 2009.

    Rodrigo, portador de esquizofrenia como o personagem, teve seu mais famoso livro publicado primeiramente em 2008, como explica o editor da 7Letras na apresentação da recém-lançada segunda edição. “Todos os Cachorros São Azuis” encantou leitores e críticos pela forma consistente e imaginativa do mundo esquizofrênico, chegando a conseguir um lugar entre os 50 finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura”. – fonte “O Google”

    O livro conta a história dele (Rodrigo), desde sua internação no hospício (prá mim essa palavra é muito forte – clínica de reabilitação é mais sutil, mas como ele ia se internar numa Clínica de Reabilitação?) até sua saída e a fundação de uma nova religião (???). À época, 2008, ele pediu auxílio para a publicação do livro à Petrobras, li no Jornal do Brasil, foi uma entrevista muito bonita e, claro, conseguiu através do “Programa Petrobras Cultura”. O livro gerou uma peça de teatro. Fiquei sabendo da religião e da sua morte ontem, ao buscar esses dados. Ele morreu no hospício (havia voltado prá lá) por problemas cardíacos e quanto à religião, eu me interrogo muito.

    Não sei quem disse “cada louco com a sua mania”, mas a frase tem muito fundamento. Alguém diagnosticado com um determinado transtorno psíquico só usa roupa branca ou azul clara, deixa de falar certas palavras e nem estende a mão a uma pessoa vestida com cores escuras, especialmente o marrom.

    A partir de um puf azul que está destoando na minha casa, comecei a pensar em algumas peças azuis para juntar ao puf e fazer a sala da casa de Sodrelândia. Fui à loja “Lar & Cia” e comprei algumas peças decorativas azuis.

    Azul

    “Estaé a cor da paz de espírito, da tranquilidade e da calma. Os tons mais clarossão indicadores de uma imaginação geradora e de grande capacidade intuitiva. Osmais escuros revelam a solidão e o isolamento. Este estado de espírito,indicado pelo azul-escuro pode ser um indicador da procura do divino. Os tonsmais fortes do azul apontam para uma postura honestae uma grande capacidade de avaliação. Finalmente as diferentes cores e tons deazul como se estivessem todas misturadas, são indicadoras de bloqueios adiversos níveis” “O Google”.

    Passei a ficar ligadona no azul, cor que já gostei muito e hoje não tenho tanta afinidade e comecei a ver coisas azuis por onde passava. E fotografava! O único azul que não esqueço é o azul assustado, porém lindos, dos olhos do meu pai. Assustados porque ele era assustado, agitado, “louco”, como outras pessoas da família. E a genética não perdoa, ela persegue todas as gerações, mas acredito que seja assim com as coisas boas também. Na pimeira consulta é aquela enxurrada de perguntas sobre doenças na família, seja o cardiologista, o ginecologista, o psiquiatra, todos. E ficamos com a impressão de que só herdamos doenças e defeitos. O mundo já é conturbado, isso o transformaria num inferno.

    Zé Ramalho diz “quando o azul da incerteza cai no branco da casa”, na música “Companheira de Alta Luz.Todas as músicas dele são profundas.

    Fotografei o azul que ajuda manter o mundo mais limpo e melhor, mas, bem perto, fotografei, também o azul sendo levado pelo rio e no percurso tem muitos azuis, amarelos, sem cores, que matam os peixes e causam enchentes.

    Baby e Pepeu cantam “Tudo azul Adão e Eva e o Paraíso/Tudo Azul, sem Pecado e sem Juízo”. Pecado!!! O que será pecado? Quando faço uma tatuagem, coloco um piercing sei que estou pecando, somos imagens e semelhança de Deus. Morro de dor, mas fico calada, sem um ai, eu pedi aquela dor física. Adoro as borboletinhas que tenho no ombro e uma é azul. Quanto ao paraíso, todo o sofrimento é devido ao “sem juízo”. Talvez a vida não tivesse sentido se o mundo fosse todo azul.

    Tem um pássaro azulzinho, lá no cafundó mais lindo do mundo, enquanto não fotografei não sosseguei. Não sei o nome dele e nem porque tem a cara preta tão feia. Cecília Meireles fez “Leilão no Jardim” e pergunta quem quer comprar ovos azuis e verdes no ninho. Viva a sensibilidade dessa enorme poetisa! Viva a sensibilidade de umas pétalas azuis, tão tenras e tão vivas numa terra árida…eu fotografei. A sala do cafundó tem três tons de azul, considerando as quinas, esquinas (“só eu sei as esquinas por onde eu passeeeei”) e espaços, escolhi um quadro enorme, uma foto do coliseu tendo ao fundo um céu muito azul, com nuvens branquinhas. Beraldini e coliseu, tudo a ver, pena que nunca assinei “Beraldini”, devido ao machismo. Quando a minha sobrinha nasceu, o avô paterno deixou subentendido que um homem preservaria o nome.

    E os remédios de tarja azul são para pessoas normais (o que é uma pessoa normal???), os psicotrópicos ficam num lugar reservado nas farmácias e são tarjas pretas para os benzodianepínicos e vermelhas para os demais. As receitas são especiais e retidas, preenchidas com endereço, identidade e tudo mais pelo comprador, Talvez seja muita coincidência, para os tarjas pretas, as receitas são AZUIS.

    Tim Maia, rebelde, contestador tinha um sonho azul, azul da cor do mar. Mesmo o mar e o céu não estejam sempre azuis, Toquinho fez um lindo verso: “É tanto céu e mar num beijo azul”. Quando estou em frente ao mar, penso na possibilidade de chegar até aquele beijo, mas ele é infinito.

    Eu fotografei o azul que abastece as casas para que as pessoas possam cozinhar, lavar roupa, tomar banho e outra coisas. Vi um brinquedinho esquecido no gramado do quintal e fotografei, eles ainda existem, que bom. E o meu primeiro carro foi um fusca azul clarinho, ano de fabricação 1971, eu o comprei em 1980. Como eu quero ele de volta!

    Fotografei banquinhos de pedras pintados de azul em frente à casa da amiga de Daniela. Quantos beijos apaixonados, quanta fofoquinha gostosa que nãso prejudica ninguém, uma piada, uma cervejinha (parece que a lata da Antártica é azul) e quanta conversa jogada fora, verdadeira terapia.

    Em alguma música Djavan fala um verso tão bonito: “Buscar ali um cheiro azul, essa cor não sai de mim.” E eu sempre pensei que a cor preferida dele fosse lilás.

    O balde azul, cheio de terra, terra marrom, bonita e fértil, abriga as longas folhas da samambaia chorona dos idos de 70, quando tudo era paz e amor, beleza, pureza, arroz de forno, pudim de leite condensado, almofadas e roupas indianas.

    “Não posso definir aquele azul, não era do céu, nem era do mar” (Paulinho da Viola) e eu sou portelense. Diz o Caetano Veloso, na música “Você é linda” – “Choque entre o azul e o cacho de acácias.” Pensei, então há choque entre o losango e a esfera da Bandeira Nacional.

    Miosótis, safira, a saia plissada e a calça impecáveis dos uniformes escolares, quando existia ensino de verdade. Que simpatia o Cruzeiro Esporte Clube, que gracinhas os Smurf e que chatinho o Bidu (tadinho) e que bonitos os olhos oceanos do Temperini.

    O azul que aproximava pessoas, tornou-se obsoleto, foi engolido pela tecnologia. A pílula azul que trouxe tanta esperança aos homens, especialmente aos idosos, foi um enorme invento. Haldol também é azul e o rohypnol é verde por fora e azul por dentro, para colorir a bebida, devido ao “Conto da Cinderela”.

    O animal toma água ou come ração na metada de um barril entre duas árvores. Quando não servir mais, que tenham a consciência de colocá-lo naquele recipiente azul que ajuda manter o mundo melho que já citei.

    Azul celeste, azul turquesa, azul-bebê, azul-marinho, azul-cobalto…Azul é cor primária, dando a oportunidade de colorir ainda mais com o verde, o laranja, o roxo em muitas tonalidade.

    Salvemos as araras azuis, elas não merecem acabar e nós não merecemos viver sem sua belez.

    Quem nunca ouviu a música “Trem Azul de LÔ Borges, ouça e deixe o vento voar na canção, lembrando as frases que ficaram muito tempo por dizer. E o Roupa Nova disse: “Te dou o meu coração, seguindo no tre azul. Já o trem do Raul Seixas não tem cor, mas surge de trás das montanhas azuis e ele pegou esse trem muito cedo.

    Todos os Cachorros são Azuis
    LIVRARIA CULTURA
    Angélica Maria Santana Batista / Depto de Vendas
    angelica.batista@livrariacultura.com.br
    (21) 27309099

    Comprem por e-mail ou telefone, não há risco de arrependimento. Quanto a você Rodrigo de Souza Leão, cuja morte me surpreendeu dois anos após, acredito que esteja no infinito azul, tocando harpas com os anjinhos.

    Cacilda Monteiro Gomes

    —- Original Message —–
    From: dagagomes@terra.com.br
    Sent: Qui 3/11/11 22:09
    Subject: Fwd: Azul (Todos os Cachorros são Azuis)

    Observem a data que fiquei sabendo da morte do Rodrigo (03/11/11). Pois é! Eu trabalhava na Petrobras (aposentei), quando li no JB uma entrevista dele e que ele estava buscando ajuda junto à Petrobras. Gostei dele, da clareza de suas idéias e, principalmente, por eu ser de uma família (por parte de pai) “louca”. Uma das minhas filhas herdou de uma forma bastante forte, a esquizofrenia e, não fosse a Petrobras, não sei como eu poderia continuar tratando dela, hoje com 29 anos. Essa Companhia que eu amo de paixão, não nos deixou na mão. Só comprei o livro “Todos os cachorros são azuis” quando aposentei e adorei.
    Escrevi a mensagem acima e enviei para alguns amigos. Entre as coisas que fotografei, estão: caixa d’água, lixeira comunitária, um orelhão do tempo da Telemar, uma vasilha de plástico jogada no rio, um cocho, um vaso com uma samambaia, etc.

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