HILDA, 1º Festival Literário de Jahu

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Cada vez mais, as secretarias de cultura e educação municipais, percebem que uma alternativa para resgatar do fracasso os sistemas educacionais públicos pode ser a promoção da cultura e, da LITERATURA, mais especificamente.

No post anterior, divulguei a iniciativa da Secretaria de Cultura de Indaiatuba, o OUTUBRO LITERÁRIO, parte de um projeto mais amplo denominado INDAIATUBA LITERÁRIA, sob curadoria de ÉBER SANDER.

Esquisito é o fato que não haver na ação nenhum link institucional com a secretária de educação local. Aliás, não é de hoje que as duas secretárias que deviam ser irmãs, andam apartadas…

Fica aqui o meu apelo: SECRETÁRIAS, VAMOS DAR AS MÃOS?

Agora, aproveito para divulgar outro evento literário, no qual estou diretamente envolvido:

Hilda

1º Festival Literário de Jahu

O Primeiro Festival Literário da cidade é uma iniciativa da Prefeitura de Jaú realizada através da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Tem como objetivo promover o incentivo à leitura, debater uma política para o livro e viabilizar a criação literária local para que seja divulgada e reconhecida. O festival tem como foco principal o incentivo à leitura em razão de ostentar o município lamentável no IDEB na avaliação das escolas públicas de Jaú.

Realizado na antiga Estação Ferroviária da Paulista, transformada em espaço cultural que abriga atualmente a Escola de Música – Emmhazzi e a recém fundada Academia Jahuense de Letras, o espaço abrigará o eixo do festival e a programação será descentralizada com o objetivo de ampliar o campo da ação desenvolvida.

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O Festival terá como homenageada a grande escritora jauense Hilda Hilst, nascida em Jaú no dia 21 de abril de 1930. Hilda é reconhecida quase pela unanimidade da crítica brasileira, como uma das principais autoras do Brasil e considerada uma das mais importantes vozes da Língua Portuguesa do século XX, ousada e perspicaz com relação aos temas que escrevia. Escreveu 41 livros nos três gêneros fundamentais: poesia lírica, dramaturgia e prosa narrativa alcançando resultados notáveis nos três estilos. Foi traduzida para o francês, italiano, espanhol, inglês e alemão. Apesar dos prêmios, notoriedade nacional e internacional, Hilda lamentava a alcunha de escritora difícil. Seu grande desejo era ser lida, entendida, ser uma escritora popular. Hilda sobreviveu para ver sua obra completa relançada pela editora globo em 2001 e veio a falecer no dia 04 de fevereiro de 2004.

O Festival envolve a criação dos escritores locais que será objeto de debates, tema de redação e inspiração para os alunos da rede municipal. Peças teatrais, contação de histórias como o principal meio de incentivo a leitura, shows musicais, capacitação de professores através de oficinas, visita dos alunos à Feira de livros, saraus poéticos, lançamentos de livros, participação da Academia Jauense de Letras e do Projeto Usina de Sonhos de Dois Córregos e publicação de jornal em formato tablóide contendo trechos de obras dos escritores e poetas locais.

O festival será realizado de 09 a 17 de outubro e contará com uma programação especial e educativa para o público infantil marcando o foco do festival de incentivo á leitura principalmente com as salas de 1° ano estendendo-se assim ao público que tiver interesse de outros módulos.

Fonte: Secretária Municipal de Cultura de Jahu

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Por se tratar de da primeira edição HILDA, o festival de literatura de Jahu traz uma extensa e o ousada programação. Destaco, aqui, dois amigos (um de fé, outro de profissão) que lá estarão:

Dia 10/09 – Sábado:

17h00min – Oficina Arte e Educação no Ensino Fundamental com Fabiano Calixto.

Local: Estação das Letras

Praça Totó Sampaio s/ nº.

Fabiano Calixto

Fabiano Calixto

Fabiano Calixto nasceu em Garanhuns, PE, em 8 de junho de 1973. Vive em São Paulo. É mestrando em Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo, USP. Tem poemas publicados em vários jornais e suplementos do Brasil e do exterior. Traduziu poemas de Jim Morrison, Gonzalo Rojas, Allen Ginsberg, John Lennon, Laurie Anderson. Traduz atualmente a obra de Benjamín Prado. Edita, com Angélica Freitas, Marília Garcia e Ricardo Domeneck, a revista de poesia Modo de Usar & Co. Publicou os livros de poesia Algum (1998), Fábrica (2000) e Um Mundo Só Para Cada Par (2001), este último em parceria com os poetas Tarso de Melo e Kléber Mantovani. Seus últimos livros publicados foram Música Possível (2006), pela coleção Ás de Colete da editora paulistana CosacNaify, Sangüínea (2007, 34 Letras) e Pão com bife (2007), um livro de poesia para crianças, pela editora SM (São Paulo).

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Dia 11/09 Domingo

19h30min Lançamento do Livro: “Caymmi sem folclore”, André Domingues.

Local: Estação das Letras

Praça Totó Sampaio s/ nº.

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André Domingues

Quando se fala em Dorival Caymmi, personagem absolutamente funfamental da MPB, é comum que se faça uma associação do compositor com imagens do mar, do pescador, das ladeiras de Salvador. Mas será que isso representa a totalidade da obra do baiano? Explorando uma outra linha de pensamento, o crítico e pesquisador André Domingues escreveu “Caymmi sem folclore”, livro que a Editora Barcarolla lança agora, em agosto, quando se completa um ano da morte do cantor.

André Domingues

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Crítico musical, pesquisador e professor de História da MPB. Licenciado em Filosofia, pela Unicamp, e Mestre em História Social, pela Usp, trabalha como crítico musical na imprensa paulista há 10 anos, colaborando, atualmente, com o Diário do Comércio – SP. Tem ministrado cursos e palestras sobre a História da MPB em lugares como Centro Cultural Aúthos Pagano, Casa das Rosas, Sesc Vila Mariana, Sesc Pompéia e Biblioteca Alceu Amoroso Lima. É autor do livro Os 100 Melhores CDs da MPB (2004, Sá Editora) e co-autor de Cultura e Elegância (2005, Contexto Editorial) e Batuqueiros da Paulicéia (2009, Editora Barcarolla). Realiza, ainda, trabalhos de curadoria, direção artística e produção em diversos projetos ligados à música brasileira. Foi diretor e apresentador do programa televisivo “Novos Talentos” da emissora Alltv de junho de 2003 a outubro de 2007. É comentarista do programa radiofônico Conexão MPB, veiculado pelo site Voit e pela rádio UOL desde abril de 2008.

Um Caymmi diferente

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Livro que a Editora Barcarolla lança em agosto revela um Dorival Caymmi que vai muito além das fronteiras da praia, da capoeira, do candomblé e do samba de roda. Quebrando esses mitos folclorizantes, emerge um personagem muito mais interessante, moderno, envolvido com o mundo do rádio, da imprensa, da intelectualidade, enfim, com a cultura urbana do seu tempo.

Quando se fala em Dorival Caymmi, personagem absolutamente fundamental da MPB, é comum que se faça uma associação do compositor com imagens do mar, do pescador, das ladeiras de Salvador. Mas será que isso representa a totalidade da obra do baiano? Explorando uma outra linha de pensamento, o crítico e pesquisador André Domingues escreveu “Caymmi sem folclore”, livro que a Editora Barcarolla lança agora, em agosto, quando se completa um ano da morte do cantor.

O viés não-folclorizante da obra consiste em mostrar a produção de Caymmi não a partir da capoeira, do candomblé ou do samba de roda, mas do universo do rádio, dos discos, do cinema, enfim, da cultura de massa.

Ouvidas com atenção, composições do início da sua carreira, como o samba “O que É que a Baiana Tem?” e a canção-praieira “Noite de Temporal”, já indicavam um artista moderno, mais interessado em recriar a Bahia (e o Brasil) numa nova linguagem do que simplesmente em reproduzir um punhado de traços típicos. Seus sambas-canção, compostos a partir de meados dos anos 40, foram ainda mais longe, buscando uma síntese e uma universalização da cultura brasileira. Recriar, sintetizar e universalizar o nacional – três preocupações clássicas do modernismo. E também de Caymmi. Um modernista não-erudito, um modernista de ouvido.

“’Caymmi Sem Folclore’ é um título de intencional ambiguidade”, revela o pesquisador. Por um lado, recusa aquele romance adocicado, o folclore com ‘f’ minúsculo que se costuma fazer da história das personalidades marcantes da vida brasileira; por outro, combate a visão folclorizante – com ‘f’ maiúsculo – de Caymmi, tomado pela crítica como um reflexo imediato do meio em que se criou, tal como se costuma fazer com um mestre de maracatu pernambucano ou um jongueiro do sudeste. Os dois são problemáticos. O primeiro porque falseia os fatos a pretexto de contar a história com “beleza”, e o segundo porque, ao tomar Caymmi como um criador folclórico, fatalizado a reproduzir a cultura da terra natal, perde o que há de particular e inovador na sua obra. Mais do que simplesmente refletir a Bahia, Caymmi criou uma Bahia. E criou com tanta habilidade que esta passou muitas vezes como sendo a Bahia essencial, a baianidade em si.

Fonte: relise de divulgação

Dia 15/09 – Quinta:

16h00h – Oficina: Despertando o interesse infantil pela Leitura com Claudio Guilherme Alves Salla.

Local: Estação das Letras

Praça Totó Sampaio s/ nº.

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EMENTA:

A Oficina consiste na indicação de chaves para despertar o interesse da criança pela leitura por intermédio de elementos significativos do próprio universo infantil. A formação de um sujeito autônomo pressupõe a apropriação e criação dos sentidos por intermédio da leitura nos seus mais diversos aspectos. Cinema, música e o teatro, utilizados enquanto ferramentas de sensibilização para o texto literário (poesia e prosa). Adequação do gênero literário ás diferentes etapas do desenvolvimento cognitivo infantil.

A oficina é dividida em dois momentos: um inicial, voltado para a apresentação dos textos e dos diferentes gêneros do discurso literário para o professor, depois, uma exposição de propostas de atividades para trabalho em sala de aula, com os alunos.

Abordaremos de forma ampla, as diversas formas da narrativa literária: a poesia, o conto, o romance infanto-juvenil e a mitologia greco-romana. Além disso, será oportuno apresentar, também, um panorama da literatura infanto-juvenil contemporânea: autores, lançamentos, novidades.

Claudio Guilherme Alves Salla é educador formado em Filosofia pela UNICAMP, especialista em Filosofia Clínica, atua na rede pública estadual de São Paulo e no município de Indaiatuba, ministrando aulas de Filosofia para os ensinos fundamental e médio. Coordena, na rede pública de educação municipal, projeto de tecnologia educacional e capacitação tecnológica para docentes. Participa, atualmente, do programa de incentivo a leitura “Ler faz bem”, da Secretaria de Educação de Indaiatuba (SEME). Poeta, vencedor do Mapa Cultural Paulista, mantém um blogue na web onde trata de poesia e literatura, além de editar duas revistas literárias digitais sobre o tema.

Em tempo:

Meus especiais agradecimento ao amigo ANDRÉ DOMINGUES e a gentilíssima SÍLVIA CARINHATO, meu contato na Secretaria de Cultura em Jahu.

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~ por C. Guilherme A. Salla em 11/10/2009.

3 Respostas to “HILDA, 1º Festival Literário de Jahu”

  1. Tem toda razão. O resgate da educação e da cultura passa obrigatoriamente pelos municípios, que finalmente acordaram pra isto. Este festival de Jahu promete. Saudade do meu pai, que nasceu em Jaú, que adorava Hilda…

  2. Nydia! Seu trabalho é muito bom! Sinto-me honrado com suas visitas, seus comentários…

    Realmente, antes tarde do que nunca… pena que a política e os interesses pessoais quase sempre se sobreponham aos bons projetos.

    Beijo!

  3. AH SÓ UM COMENTÁRIO A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE JÁU PULOU FORA É SÓ A SECRETARIA DE CULTURA MESMO! E POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR A OFICINA DO FABIANO FOI SUBSTITUIDA POR UMA OFICINA DO ANDRÉ DOMINGUES…
    BJOS
    TO AMANDO FAZER O FESTIVAL E QUERO TE VER LOGO AQUI COM A GENTE!!!

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