Finda-se outubro, novas flores de papel, só na próxima primavera…

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Hoje é rápido, nada de rodeios, nada de voltas, nenhuma tervegização ou lateralidades…

Nenhum subterfúgio que tire o foco de mensagem crua e meramente informativa.

Sem muitas delongas serei sucinto, irei ao ponto, direi em breves palavras somente o necessário!

É que as introduções andam me enervando sobremaneira e aí, me coube dar o exemplo…

Direi tudo numa só tacada, sem lero-lero nem guere-guere, sem mais-mais e, muito menos, digressões, pois me irrita sobremaneira essa mania do palavrório a cozinhar o leitor!

O leitor tem mais o que fazer! Achar que por ser, assim, leitor, esse bicho raro deva ser submetido a suplícios e torturas da escrita prolixa se alongando, alongando, alongando… nada mais enfadonho.

A objetividade é uma das maiores virtudes de um texto, portanto serei direto e conciso.

Bem… vamos lá? Um, dois, três eeee… jáaaaa!

O OUTUBRO LITERÁRIO terminou (aliás, o literal também) e, por conta da viagem em que comemorei meus 13 anos de casamento, não pude acompanhar toda a programação.

Para quem esperava maracanãs lotados e geral ensandecida, sorry… LITERATURA, por melhor que sejam as intenções dos organizadores de eventos na área, não é esporte de massas e se a ausência de público for um possível argumento para a não continuidade das ações de sua promoção é porque, realmente, não sabem nada das letras na cidade da DANÇA…

Para mim o mais importante foi poder receber em minha cidade a querida e “renomada” (eu rio muito da cafonice dos releases do site da prefeitura de Indaiatuba, que é ecoada por todos os demais jornalecos locais, sem por nem tirar vírgula) escritora, ANDRÉA DEL FUEGO.

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Na prática, foi um bate-papo entre Andréa e a Sociedade dos Escritores de Indaiatuba (SEI) que, tradicionalmente, se reúne aos domingos. Foi engraçado, com sempre Del Fuego veio carregada de conteúdos e material de literatura e crítica mais atuais, mas o povo daqui queria mesmo é falar, ou melhor, falar de si.

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O curador Éber Sander (que por estes dias estará lançando seu primeiro livro, veja AQUI) precisou de toda sua perícia para tentar uma mediação, mas qual o quê, a coisa correu imediata mesmo, para diversão da safa Andréa que sempre encontra a MELHOR saída.

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Ótimo, preciso começar a freqüentar as reuniões dominicais da SEI, garantia de uma tarde mais divertida do a que nos promete Fausto Silva…

Para encerrar, a programação do Outubro Literário e também este post  , falarei sobre o resultado da fase regional do MAPA CULTURAL PAULISTA.

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clique para ampliar

Após palestra do “renomado” escritor mineiro LUIZ RUFFATO (que, com dor no coração, perdi), foi feito o anúncio dos selecionados para etapa estadual do MAPA. São eles:

  • Na categoria CRÔNICA, o vencedor foi Gabriel Araújo dos Santos, de Campinas, com “A Recontagem das Bananas”;
  • Em POESIA, o indicado foi Nestor Isejima Lampros, de Atibaia, com “Procedência”.
  • Na categoria CONTO, quatro textos tiveram indicações: Marcelo Augusto Masselani, de Jaguariúna, com “A casa de meu pai”; André Plez Silva, de Mococa, com “O objeto divino”; Yndiara Rosa Macedo, de Itatiba, com “A morte e o funcionário público”; e Solange Vicentini Tavares Mossenbock, de Itatiba, com “A sombra”;

Receberam menções honrosas três indaiatubanos, um em cada modalidade:

  • Conto – João Remegildo Saqueto, com “Psss…”;
  • Poesia – Cláudio Guilherme Alves Salla, com “ASFIXIA”.
  • Crônica – Deize Clotildes Barnabé de Moraes, com “Cappelletti in Brodo”;

Eu acho que já ouvi falar alguma coisa sobre este rapaz, esse tal de SALLA…

Parabéns aos bravos e persistentes indaiatubanos, em especial à minha prima DEIZE CLOTILDES BARNABÉ DE MORAES (3º grau, Deise?), que toda mídia local insiste em chamar “Daise”… (será que é você mesma?).

Deixá-los-ei com o poema selecionado para concorrer à final na etapa estadual:

PROCEDÊNCIA

Nestor Isejima Lampros

(presto anguloso)

Deixo a música de ontem para o amanhã.
Minha vida é a velocidade que teima em ser uma curva que baixa
para sessenta KM por microsegundos.
Estou prestes a naufragar nas horas exatas do meu
dia-a-dia e viver com os que desenharam a minha palma
da mão nos acidentes rupestres de ALTAMIRA.
Morro tomando água de Tapies, com gases nobres, dentro de
um banheiro fechado e contrário, da cera quente, da massa de veludo de Beuys;
estou mais aquém do nada, preso em meu labirinto,
incluso na sorte de uma vinha no Ébro, no Cáucaso, na Bretanha.
De carnes: sou desigual. Aumento as filigranas no antanho.
Latas e papéis avulsos me preparam o nome novo,
saído de um forno subatômico.

(molto grave)

Surto
NO MICROONDAS DE UM CURRAL EM Marte.
Vivo ou morto, um desgaste
(não sabem estes marcianos, zoolátricos, mas nasci
em Vênus e meu ascendente é a Terra
azul de onde nunca viemos…). Tristes,
carregamos os maxilares de nossos velhos.
Cansados, obteremos circunstancias erradas
de onde nunca estivemos.
No frio, nos lagos, queimando a mão
com tinta de pedra – lazuli,
ou de magmas acanhados
predicando nossa sonolência
inscrita nos narizes enfadonhos,
de um ser de nome terrível
– que me chamo.

(com brio)

( apago a chama, veio
o estranho
e concluímos
no minarete,
o segundo foguete
para além de minha
powerrância…)…

(finale)

Soturno e envolto em minha pele de zebra verde, jazo algo;
Haroldo por demais xadrez de estrelas.
E no cimo duvidoso do mundo mando buscar minha fórmula,
para perseguir a estranha fatura dos olhos, que nasceram–dilacerados– entre
eu e as orelhas esquerdas lacrimogêneas
que precisarão
renascerem de novo,
músicas, vertigens.

Ou esta mesmíssima manhã
de sufocos, esta que o vento leva e clareia,
nas minhas mesmíssimas celas de areia.

Originalmente, AQUI.

Direi tudo numa só tacada, sem lero-lero nem guere-guere, sem mais-mais e, muito menos, digressões, pois me irrita sobremaneira essa mania do palavrório a cozinhar o leitor!

O leitor tem mais o que fazer! Achar que por ser assim, leitor, esse bicho raro de ser submetido a suplícios e torturas da escrita prolixa se alongando, alongando… nada mais enfadonho.

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~ por C. Guilherme A. Salla em 03/11/2009.

3 Respostas to “Finda-se outubro, novas flores de papel, só na próxima primavera…”

  1. Também acho que já ouvi falar desse tal de Salla… rs

    E tenho certeza que, quem não ouviu, ainda vai ouvir muito bem!

    Beijos

    Be

  2. O cara é meio mascarado…

    Beijo!

  3. […] Finda-se outubro, novas flores de papel, só na próxima primavera… « MIOPIA guisalla.wordpress.com/2009/11/03/finda-se-outubro-novas-flores-de-papel-so-na-proxima-primavera – view page – cached Hoje é rápido, nada de rodeios, nada de voltas, nenhuma tervegização ou […]

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