AS TEIAS, AS VEIAS, OS FIOS

Ilustração: Alan Carline

.

Feito cacho de aranhas pulsa o coração,

nem os morcegos cegos escapam-lhe da teia.

A agulha se afunda nos pelos, o sedativo

bambeia as patas e atrapalha a rota dos cães.

.

As mulheres chamam-gritam.

Diga a elas sobre o vento,

que se não fossem os pinheiros

nada disto estaria, hoje, aqui.

.

Mas, assim enredado de teias,

veias do poste encordoando

a caixa de força, relógio de luz,

perguntam: como se faz para ler

a luz? – Luz? Luz não se mede!

.

Cardeal, 05 de janeiro de 2010.

Cláudio Guilherme Alves Salla

cc -Some rights
.

PS: originalmente AQUI.

Anúncios

~ por C. Guilherme A. Salla em 01/02/2010.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: