33 aos 22 de abril

 

Uns após os outros

os anos se seguem

em fila indiana

a perderem-se de vista

no dobrar da esquina.

.

Eram tão poucos

até ontem

à tarde.

.

Quando mesmo foi o começo,

em que abril esquecido

sob as folhas de outono

este olho se abriu?

.

Tenho o sono infindo

de todas as noites

que me precederam a luz.

Trinta e três anos acordado,

Zumbi ressurrecto.

.

 Cláudio Guilherme Alves Salla

Indaiatuba, 22 de abril de 2010.

cc -Some rights
.
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~ por C. Guilherme A. Salla em 22/04/2010.

7 Respostas to “33 aos 22 de abril”

  1. Poeta,

    Eu ía brincar com a história da fila, que a (boa ou má) notícia é que ela só aumenta, blá-blá-blá, mas as estrofes seguintes me tiraram o fôlego!

    PARABÉNS!!! PARABÉNS!!! PARABÉNS!!!

    Beijos da Be

  2. Feliz vigília. E os sinceros parabéns.

  3. Guilherme, PARABÉNS! Nesse momento especial de renovação de sua alma e seu espírito.
    Feliz aurora.

  4. 33 puxões de orelha para você, menino, zaranzar pela poesia.

  5. Parabéns…também pela insônia poética!

  6. Parabéns!
    Sucesso, felicitações e dignidade, sempre!

  7. éramos tão felizes… ainda ontem a casa cheia – de tios, irmãos e pais, avós e primos. para onde foram todos eles, assim, tão de repente que eu nem vi?
    ainda estou me recuperando do trauma dos 50, guilherme. lindo teu poema. abraço!

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