MEU ESCRAVO VIRTUAL VOS RECEPCIONA!

•03/04/2009 • 2 Comentários

Tenho tido problemas para mantê-lo dócil e educado!

Clique no play e ouça a mensagem!

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SELO COMEMORATIVO 2009: MIOPIA 1º GRAU!

•10/07/2009 • 1 Comentário

miopia guilherme salla

Ps: Há trezentos cartões destes rodando por aí, se você, nobre leitor, chegou até aqui por intermédio de um deles, manifeste-se! Deixe um comentário!

POESIAS TABAGISTAS: Cesare Pavese, Dois Cigarros, dois amigos!

•08/07/2009 • Deixe um comentário

vanhalen fumando

Enfim, os amigos passaram a contribuir com esta seção do MIOPIA pela qual tenho especial apreço, a POESIAS TABAGISTAS.

O processo já se dava involuntariamente, tragava aqui e acolá, textos e menções de amigos mais chegados, mas agora estes colegas endereçam-me matéria prima afim para alimentar de fumaça nossos pulmões cansados.

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O meu amigo e poeta EMERSON SITTA, incitou-me a lançar uma nova edição, menos espaçada do que o normal, da presente seção.

cartazes fumo

Tabagistas não praticantes costumam ser generosos. Eles parecem gratos, nos retribuindo o favor que prestamos a eles adicionando fumaça de qualidade em sua mistura gasosa.

É o caso do poeta e tabagista simpatizante EMERSON SITTA, enviando o poema. É o caso de nosso outro colaborador de hoje, JOÃO ANTÔNIO BUHRER  ALMEIDA, enviando as imagens.

Assim ficou fácil como o vício… difícil resistir…

cartazes fumosd

Emerson já protagonizou POESIAS TABAGISTAS em outra ocasião, AQUI, e João Antônio Buhrer  Almeida vem emprestado da nossa mais nova seção, os “INCRÍVEIS ARQUIVOS DE JOÃO ANTÔNIO BUHRER  ALMEIDA”.

Que a Stasi tucana não nos ouça, mas está em operação, toda quarta-feira à noite, uma roda de fumo em frente ao SESC Campinas, paralela a uma roda de leituras, coisa altamente subversiva e, João Antônio Buhrer  Almeida, está envolvido…cartazes fumosn

Não, não venham com paus-de-arara ou eletrochoques!

Nunca entregarei os restantes companheiros!

Até dia 6 de agosto, sigo fumando até a última guimba…

DOIS CIGARROS

Cada noite é uma libertação. Os reflexos do asfalto

se destacam nas ruas que se abrem brilhantes ao vento.

Cada raro passante tem rosto e uma história.

A esta hora não há mais cansaço: milhares de postes

estão lá para quem passa e precisa riscar o seu fósforo.

A chaminha se apaga em frente à mulher

que me pede um fósforo. Apaga-se ao vento,

e a mulher, que se frustra, me pede um segundo,

que se apaga. A mulher então ri, acanhada.

Onde estamos podemos falar e gritar,

que ninguém nos escuta. Erguemos a vista

para as muitas janelas – com olhos que dormem –

e esperamos. Então ela encolhe seus ombros

e se queixa da perda da echarpe bonita

que a aquecia nas noites. Mas basta apoiar-se

contra a esquina que o vento de chofre arrefece.

Sobre o asfalto roído se vê uma guimba.

Essa echarpe viera do Rio, mas diz a mulher

que está alegre por tê-la perdido porque me encontrou.

Se a echarpe viera do Rio, cruzou muitas noites

o oceano inundado de luz, em algum transatlântico.

Sim, em noites de vento. É o presente de algum marinheiro.

Já não há marinheiros, e a mulher sussurra

que, se subo com ela, me mostra sua foto,

cacheado e queimado. Zarpava em imundos vapores

e cuidava das máquinas: sou mais bonito.

Sobre o asfalto estão duas baganas. Olhamos pro céu:

a janela lá em cima – me aponta a mulher – é a nossa.

Mas não há aquecimento. De noite, os vapores perdidos

veem poucos faróis ou somente estrelas.

Abraçados cruzamos o asfalto, tentando aquecer-nos.

..

O poema é do italiano Cesare Pavese e pertence à obra Trabalhar Cansa, COSAC NAIF, 2009, tradução de Maurício Santana Dias.

!TRAGUE SEU POEMA!

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Michael Jackson, a Serpente e o Pequeno Príncipe.

•05/07/2009 • 1 Comentário

Michael-Jackson

Michael Jackson nunca escondeu de ninguém sua obsessão pelo universo infantil (levada ou não às vias de fato) e suas personagens, portanto, o que revelarei aqui soara redundante para o observador mais acurado.

Os míopes não perdoam, deles não escapam os detalhes.Pequeno principe

De Soldadinho de Chumbo e Peter Pan é notória, do primeiro, a indumentária e do segundo, o complexo personal do Rei do Pop.

Porém, o que aqui interessa relatar é a influência oculta de um personagem do universo infantil na obra do artista Jacko, e não em sua personalidade.

Haveria na gênese da criação artística do astro, rastros de sua pueril obsessão?

Pois bem, passemos direto às evidências…

O vídeo, logo aí embaixo é um trecho do filme “O Pequeno Príncipe” (1974), baseado na obra homônima de Antoine de Saint-Exupéry em 1943. Nele a “serpente” (Bob Fosse), um dos personagens do romance (assim como o aviador e a raposa, únicos terráqueos que interagem com o pequeno príncipe alienígena), tenta convencer o petiz que uma simples e indolor “picada” sua poderia levá-lo de volta ao B-612.

Repare que, da dança ao figurino, incluindo o protótipo do célebre moonwalker, tudo está ali…

Mas era tanta gente processando Jacko que acho que Bob Fosse resolveu deixar barato.

Bizarrices à parte, eu era fã e fiquei realmente triste com morte de Michael Jackson.

Tristeza que não perdurou com as piadinhas que logo pipocaram na web:

  • Nasceu preto, ficou branco e vai virar cinza (Manchete de jornal);
  • Who’s dead (Twitter);
  • MJ já chegou aqui no céu perguntando do menino Jesus (Twitter);

Humor negro é foda, mas com Jacko o trocadilho seria inevitável. Mais delicado e sutil do que eu, deixo-lhes com uma tirinha do genial Liniers Macanudo:

mj macanudo

Liniers Macanudo

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RODRIGO DE SOUZA LEÃO (1965-2009).

•03/07/2009 • 12 Comentários

A insustentável leveza do elefanteA insustentável leveza do elefante 2 por Rodrigo Souza Leão

A nova literatura brasileira está de luto.2631435

Poetas contemporâneos repercutem em seu blogues a morte do poeta e escritor RODRIGO DE SOUZA LEÃO.

Ele nos deixou num grande momento de sua carreira, quando concorre, por sua novela TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS, ao Prêmio Portugal Telecom 2009 (está entre os 50 finalistas do concurso).

Cada vez mais me fica a impressão de que o poeta é um enfermo da sua poesia e do mundo que habita enquanto um corpo estranho.

O sistema imunológico da existência logo identifica estas anomalias e trata de saná-las. O mundo recupera a sua saúde e, a vida, livre das patologias, volta a se harmonizar com o estéril.caga2

Produzindo compulsivamente até o fim, RODRIGO DE SOUZA LEÃO, antecipa-se a ele nos poemas que deixa em seu blogue LOWCURA.

Deixa, além de inúmeros e-books e contribuições em revistas literárias, o livro de poemas O CAGA-REGRAS, de 2009.

Seguem três de seus poemas, além de um plaquete recente.

R.I.P. , bravo Poeta.

DSC02447

TODA A VIDA EM UM SEGUNDO

Morrendo a cada
Dez minutos uma vez

O círculo se fecha
E cada vez mais

O que vai indo vai
Pra nunca mais

O que fica é o futuro
Uma criança na foto

Por que nenhuma
Mãe guardou

Nossas fotos
Quando adultos

mobiliando o silêncio
com aquários vazios

vê-se inexistente
uma cor na parede

o que se vê
é um pássaro com sede

de poleiro em poleiro
fazendo voar a gaiola

lápide sem inscrição
já feita

já feita a luzificação
da alma eleita

tramites e processos do sol
no dia d

flechas e cartas de amor
fagulhando hou-

sebad
e que me marcou só sei eu

que pleiteio um fim
também

muito afim de mim

RODRIGO DE SOUZA LEÃO (1965-2009)

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projeto plaquete_2

INCRÍVEIS ARQUIVOS JOÃO ANTÔNIO BUHRER ALMEIDA: o coletor!

•01/07/2009 • 2 Comentários

Acho que tenho autorização para fazer o que farei, mas, de qualquer forma, renovo a licença aqui ao que já faço, expondo entre as já existentes seções deste blogue, os… tcharaaam:

INCRÍVEIS ARQUIVOS JOÃO ANTÔNIO BUHRER  ALMEIDA

João Antônio ladeado por Alan e Sabrina

João Antônio ladeado por Alan e Sabrina

Não sei se me é lícito inverter a dinâmica evolutiva de um jornalista que, já mantinha um blogue antes mesmo deles se transformarem em novidades e que, no caminho inverso, regressa aos mailing list ou listas de distribuição, apostando nos e-mails e no potencial personalístico e ao mesmo tempo viral que eles possuem na divulgação da informação e de conteúdos originais.

É, contudo, esta inversão o que me proponho a fazer ao republicar em um blogue os “INCRÍVEIS ARQUIVOS JOÃO ANTÕNIO BUHRER  ALMEIDA”.

Como o próprio João costuma dizer,no cemitério dos blogues, em algum lugar na web, jaz seu extinto blogue, o GRAFOLALIA (tesouros abandonados não perdem seu valor, clicando aqui, ainda é possível percorrer o sítio arqueológico do referido).

Fica aqui, a partir de então, minha homenagem póstuma ao finado sobre a forma desta nova seção do MIOPIA.

Verão vocês quão variados são o interesses e temas abordados pelo incrível João, o coletor.

Ficará a critério do MIOPIA a transcrição ou não dos magníficos textos redigidos por João para acompanhar seus arquivos, assim não estragarei por completo o prazer do leitor deste blogue de lê-los, diretamente dos e-mails deste curioso jornalista, que gentilmente pode incluir vossos nomes na sua já extensa lista de distribuição. Para tanto envie seu pedido para jabuhrer.almeida@gmail.com .

Para começar, topo o desfio proposto no último e-mail do INCRÍVEIS ARQUIVOS  e teço um poema enfeixando os papéis/ imagem encontrados dentro de livros por João Antônio.

Primeiro o arquivo, depois o poema:

PAPÉIS ACHADOS DENTRO DOS LIVROS E REVISTAS (ou o doce esporte de folhear livros  a procura dos papeís perdidos)

Não creio que tenha uma lógica entre estes papeís(imagens) que coloquei aqui nos anexos. Foram todos achados dentro de livros ou revistas, ao longo de minha vida. Publicações compradas em sebos, não fui eu quem os coloquei ali e os esqueci. Nunca enfio nada nada dentro de livro, o que é uma pena pois quando eu morrer e meus livros forem pros sebos ninguém achará nada dentro deles. É chato, convenhamos, abrir um livro e le-lo inteirinho e não achar nada por entre suas páginas… Por melhor que seja a obra, fica incompleto. Este gostinho não darei aos futuros donos deles. Por minha vez , agradeço aos céus o fato dos relapsos donos anteriores terem enfiado papéis ali e os esquecidos.

Se alguém conseguir achar alguma lógica, algum fio narrativo,  entre estas imagens aleatórias, ganha um livro. E com algo dentro.

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Nada fixa

A cor

Como o carvão na caverna

Arte rupestre

De bandeirantes pré-históricos

Caçando rinocerontes.

Rasga o céu, blitz ilustrada,

Clarão na noite

Em novena pagã.

A festa nas campinas

Desfraldam as bandeiras do sagrado

No coração pequeno

Do homem do amanhã.

Esfumaça o continente antigo

Uma criança eterna

Fardada de um fado

Que é sua própria sorte.

Selado o seu destino

Na boemia da existência,

Duas crianças, dois cães,

Crescem no peito do mamífero

Superior que no topo da cadeia

Usa um fino chapéu

Pintor impressionista

De cavernas interiores.

Cláudio Guilherme Alves Salla

cc -Some rights

AFASIA

•29/06/2009 • 2 Comentários

Algumas pessoas preferem ouvir os poemas, a lê-los

Para tais pessoas, encontrei em minhas andanças um declamador notável.

Pressione o play e ouça!

Para as demais, mantenho também os versos convencionais:

AFASIA

Eu já disse

Coisas demais

Em versos.

Hoje não,

Farei o inverso.

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Cláudio Guilherme Alves Salla

cc -Some rights

Indaiatuba Literária e, quiçá, alguns indaiatubanos literais…

•28/06/2009 • 1 Comentário

schoolofart05

A literatura anda preenchendo espaço na minha existência de modo desordenado e perigoso.

Vide as desventuras do “cavaleiro da triste figura” pela região da mancha, temo que, no meu particular caso, minha marcha me afaste cada vez mais da realidade.

Não ando mais medindo distâncias e conseqüências para satisfazer esta minha compulsão literária. Muitas coisas que eram colocadas em destaque na ordem do dia andam perdendo posições…

Ontem se encerrou o ciclo da “Roda de Leituras” com Joca Reiners Terron no SESC Campinas.

joca terron

Entre idas e vindas, aproximadamente 600 km foram rodados para que eu pudesse acessar a cultura presencialmente. O Joca brincou comigo dizendo que “mulher nenhuma andaria tanto assim por ele”, ao que respondi que quem havia andado fora meu valente Fiat Uno, não eu…

guilherme salla e joca terron

Porém, é realmente essa a distância que separa um indaiatubano que aprecia a literatura do seu interesse (fora os 18 reais de pedágio).

Parece que isto pode estar prestes a mudar (não, não é o fim do pedágio)!

Éber Sander, anunciou esta semana, finalmente, um projeto de literatura para a cidade. Ei-lo:

indaia

“O “Indaiatuba Literária” é voltado aos escritores, leitores, estudantes, profissionais que trabalham com a literatura e curiosos que poderão trocar experiências e ideias sobre a literatura em encontros específicos que ocorrerão todo terceiro sábado de cada mês, com inicio às 15 horas e término às 17 horas, na sede da Secretaria da Cultura.

A cada encontro um convidado especial irá debater com os presentes assuntos referentes ao mundo das letras, nos encontros acontecerão às trocas de textos e livros entre os escritores que terão a oportunidade de conhecerem o trabalho de seus colegas e de partilharem os seus livros, tomarem conhecimento de concursos literários pelo país e como participarem dos mesmos, os livros mais vendidos do mês, entre outros assuntos.”

O lançamento e primeiro encontro do Indaiatuba Literária aconteceu ontem, na sede da Secretaria da Cultura, tendo como convidada a gentil jornalista, Silvia Bolívar, colunista do jornal Tribuna de Indaiá.

Sei de quanto é valiosa a presença de cada pessoa em eventos desta natureza, mesmo numa cidade como Campinas o número de participantes raramente ultrapassa os dois dígitos, mas que isto não seja motivo para desestímulo. O importante é insistir, criar o espaço, o resto se arranja com o tempo. Contudo não pude comparecer ao lançamento, pois, como já disse, estava no workshop “Velocidade – Literatura e Urgência”. Veja a ementa:

Com Joca Reiners Terron. Escrever pode ser uma atividade muito complicada, mas só se a gente quiser. O português Antonio Lobo Antunes já afirmou que, para conseguir escrever, enrola cerca de 10 horas. Depois disso, quando já está bastante cansado, sua auto-crítica relaxa e ele pode enfim produzir. Mas o que fazer quando não se tem tanto tempo disponível? Como escrever, por exemplo, uma carta de amor no topo do edifício em chamas? Ou como anotar um poema em pé no coletivo quando o ponto final está prestes a chegar? Essas e outras formas de literatura urgente para nossos tempos tão urgentes são algumas das formas da literatura abordadas em Velocidade – literatura e urgência.

As “rodas”, lá no SESC Campinas às quartas das 19:30h às 21:30h, continuam a girar. Em julho a convidada é a escritora Andréa del Fuego (autora dos livros Nego Tudo, Minto enquanto posso, Engano seu, entre outros) culminando com o workshop intitulado “O Tamanho do Miniconto”. Leia a ementa e veja se lhe interessa:

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Exercícios de criação literária através da escrita breve. A concisão do texto, a relação entre o texto e o seu meio de publicação, a difusão da obra na rede. Criação, leitura e discussão de textos produzidos pelo grupo. Destinado a quem gosta de escrever e interessados nos mecanismos de criação e na discussão dos próprios textos em exercício. 20 vagas. Inscrições na Central de Atendimentos. Sala de Atividades 1. Dia(s) 18/07, 25/07 Sábados, das 14h às 17h. SESC Campinas.

Vamos que vamos!

O dia que o diário engoliu o jornal: blogues vencem bloqueio!

•27/06/2009 • 6 Comentários
By Tom Gauld

By Tom Gauld

Em qualquer lugar, de qualquer lugar, em todo lugar.

Os blogues vão chegando de todos os pontos e falando sobre todas as coisas, incluído aí o nada falar, evidentemente.

Tremem os oligopólios revelando o que eles apenas fingiam ignorar.

Perdeu patrão, perdeu!

Transcrevo diretamente daqui, o artigo aí:

O (en)canto do blog

Paulo Nassar
De São Paulo

Os intermediários parecem perder poder, pelo menos no mundo da comunicação. Vê-se enfraquecerem os que fazem o meio de campo entre as chamadas fontes de informação e a sociedade, os veículos de comunicação de massa tradicionais – jornais, revistas, rádios, televisões filhos de uma era em que para se comunicar de maneira ampla eram necessários aparatos tecnológicos identificados a olho nu: grandes antenas retransmissoras ou grandes instalações industriais para abrigar impressoras enormes. Propagandear, vender, entreter, comunicar era sinônimo de especialista, muita máquina e muito fio.

A comunicação agora é intensiva, muito mais leve, mais software. Dispõe de grande oferta de mídias novas, inimigas de especialistas e intermediários. Hoje você acorda com o canto dos blogs e o trinado do twitter.

A era exclusiva do rádio, da televisão e da imprensa escrita passou. O agora comunicativo são todas as eras mais o tempo do Eu-mídia, em que pessoas, empresas e instituições são donas das suas próprias mídias. Um tempo de relações públicas intensivas, em que todos são jornalistas, publicitários e relações-públicas.

Acionistas e famílias proprietárias de mídia do tempo em que poucos eram exclusivamente os emissores de mensagens endereçadas para milhões de receptores, passivos e infantilizados, não gostam do que estão vendo: as novas mídias diretas, que corroem poder, faturamento, jornalismo commodity e a desmoralizada agenda setting.

Hoje, no extremo, todos podem influenciar todos. Afinal, agora, sem intermediários, milhões podem expor seus pontos de vista nesse mundo de controvérsias ambientais, econômicas e sociais. Não há mais unanimidade. Quem não é otimista ou vive uma crise financeira ou profissional vê o caso como barbárie digital.

A Petrobras criou o seu blog e mostrou um caminho sem volta e sem filtros. Logo, muitas outras empresas e instituições repetirão a iniciativa. Diante da mídia da fonte, as redações terão que fazer jornalismo com competência para ser crível: selecionar informações, interpretar e opinar com qualidade. Apenas começa a discussão das regras para a gestão dessa e de outras mídias digitais, que são legais e legitimas, e estão à disposição da comunicação empresarial. Mãos à obra: discutir democraticamente uma nova deontologia, porque McLuhan tinha razão: “o meio é a mensagem”.

Paulo Nassar é professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE). Autor de inúmeros livros, entre eles O que é Comunicação Empresarial, A Comunicação da Pequena Empresa, e Tudo é Comunicação.

POESIAS TABAGISTAS: Obama fuma, Serra fumo!

•24/06/2009 • Deixe um comentário

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Bola cantada ou bituca catada (como preferirem, tabagistas ou não) por meu amigo Marco Antônio de Araújo Bueno, meu “psicanalista literário”, reproduzo aqui palavras sensatas do alcaide-mor, longe da histeria local e das declarações discriminatórias do líder do governo do Estado de São Paulo.

Lembrando que ao invés de penalizar o FUMANTE, como ocorreu aqui, lá a lei de restrição ao fumo regula e controla a INDÚSTRIA DO CIGARRO.

A diferença no foco de abordagem nesta circunstância é ou não é sintomática, meus míopes leitores?

Vamos ás palavras de Obama:

WASHINGTON, EUA (AFP) — O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que está 95% curado do vício do cigarro e que jamais fuma diante de suas filhas, mas admitiu que deixar o fumo é uma luta constante.

“Como ex-fumante luto constantemente contra isto. Se já sofri recaídas?! Sim. Se sou um fumante diário, constante?! Não. Não fumo diante de minhas filhas. Não faço isso na frente da minha família”.

“Diria que estou 95% curado, mas há ocasiões em que cedo”, revelou Obama em uma coletiva na Casa Branca, um dia após assinar a lei que impõe restrições mais duras ao fumo.

Copyright © 2009 AFP. Todos os direitos reservados.

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Vai vendo: líder religioso vence Festival de Rock de Indaiatuba 2009: Reverendo Karabina!

•23/06/2009 • 2 Comentários

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Foi um domingo de altos e baixos, som alto e baixos elétricos.

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A primeira tarde do inverno de 2009 não foi nada fria, o fogo infernal do rock n’ roll aqueceu nossos corações e esquentou nossas orelhas. O palco armado ao lado da concha acústica, no parque ecológico reuniu um público variado e colorido, ”tunado”, para usar uma expressão do meu amigo Maurão, referindo-se à juventude e seus escalafobéticos modismos tribais.

Foram dez bandas selecionadas (Airplane, Edhera, Força Natural, Hunger, Mephysto, Only Silence, Reverendo Karabina, Teoria C4, Catorze e Tanya Naughton) entre aproximadamente sessenta inscritas na edição 2009 do já tradicional Festival de Rock de Indaiatuba. A metodologia adotada foi a seguinte: cada banda apresentou dois coveres e uma música própria, esta última avaliada pelo corpo de jurados (este ano composto por Syang, Edu Falaschi, vocalista do grupo Angra e Tadeu Pattóla, produtor musical).

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Eclético (odeio esta palavra, mas não me ocorreu alternativa), o Festival reuniu entre seus finalistas uma banda de reagge, uma cantora solo, bandas de emo core, heavy e new metal. Uma miscelânea completa que, ao contrário do que possa parecer, não enfraquece o gênero, mas sim o renova. Desta forma é muito difícil definir o rock de maneira estrita, cada um tem suas referências, suas preferências.

Os mais jovens, ali estavam para ouvir a última tendência, a mais recente cara deste tal de rock n’ roll: emo core, new metal, pop rock. Head Bengers também foram contemplado, ouviram heavy metal e o melódico que lá foram buscar. Até os Dinossauros voltaram para casa contentes com o rock 70’s primoroso da Fantástica Maddame Butterfly (banda merecidamente vencedora da edição 2008 do evento).SDC18090

Mas, o que todo mundo viu e ouviu de verdade foi a superioridade técnica e evolução de uma banda que não consegui disfarçar-se nem por trás do pseudônimo. Falo da rapaziada do Tolerância Zero ou Reverendo Karabina, wherever…

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Os meus amigos intolerantes paparam os dois prêmios mais cobiçados da noite: melhor intérprete para o Campa (agora, aguenta esse muleque) e o 1º lugar para o Reverendo Karabina.

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Karabina cano duplo e serrado, mira um alvo e acerta dois…

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Força Natural levou o merecido 2º lugar, assim como o prêmio de melhor composição. Only Silence ficou com o 3º, apresentando um som honesto e uma promessa para o futuro e continuidade da cena indaiatubana. Parabéns!

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Paulo Miklos, titã mor, mega afinado, encerrou a noite com mais rock n’ roll. Já perdi a conta de quantos shows dos Titã vi, mas, ultimamente, os seus integrantes isolados andam mandando melhor do que em grupo…

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É claro que no repertório, lá estavam os velhos Titãs do Ie Ie Ie dos bons tempos, mas a surpresa mesmo ficou com os coveres: Bom para o moral (lembra da Rita Cadillac cantando a música distribuindo camisinhas e ganhando beijocas nas nádegas no pátio do Carandiru, em filme homônimo?) e Rei da Implicância, dos fudidos Autoramas.

Parabéns a todos os envolvido no festival, bandas, técnica, organização e jurados (Syang, tudo certo com a bolsa?).

Minhas particulares reverencias ao Reverendo Karabina!

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Ps: rapaziada, por favor, aproveitem a grana para pagar a passagem de volta para Rússia do Leonov! Por Zeus!

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