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•03/04/2009 • 11 Comentários

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Finda-se outubro, novas flores de papel, só na próxima primavera…

•03/11/2009 • 3 Comentários

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Hoje é rápido, nada de rodeios, nada de voltas, nenhuma tervegização ou lateralidades…

Nenhum subterfúgio que tire o foco de mensagem crua e meramente informativa.

Sem muitas delongas serei sucinto, irei ao ponto, direi em breves palavras somente o necessário!

É que as introduções andam me enervando sobremaneira e aí, me coube dar o exemplo…

Direi tudo numa só tacada, sem lero-lero nem guere-guere, sem mais-mais e, muito menos, digressões, pois me irrita sobremaneira essa mania do palavrório a cozinhar o leitor!

O leitor tem mais o que fazer! Achar que por ser, assim, leitor, esse bicho raro deva ser submetido a suplícios e torturas da escrita prolixa se alongando, alongando, alongando… nada mais enfadonho.

A objetividade é uma das maiores virtudes de um texto, portanto serei direto e conciso.

Bem… vamos lá? Um, dois, três eeee… jáaaaa!

O OUTUBRO LITERÁRIO terminou (aliás, o literal também) e, por conta da viagem em que comemorei meus 13 anos de casamento, não pude acompanhar toda a programação.

Para quem esperava maracanãs lotados e geral ensandecida, sorry… LITERATURA, por melhor que sejam as intenções dos organizadores de eventos na área, não é esporte de massas e se a ausência de público for um possível argumento para a não continuidade das ações de sua promoção é porque, realmente, não sabem nada das letras na cidade da DANÇA…

Para mim o mais importante foi poder receber em minha cidade a querida e “renomada” (eu rio muito da cafonice dos releases do site da prefeitura de Indaiatuba, que é ecoada por todos os demais jornalecos locais, sem por nem tirar vírgula) escritora, ANDRÉA DEL FUEGO.

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Na prática, foi um bate-papo entre Andréa e a Sociedade dos Escritores de Indaiatuba (SEI) que, tradicionalmente, se reúne aos domingos. Foi engraçado, com sempre Del Fuego veio carregada de conteúdos e material de literatura e crítica mais atuais, mas o povo daqui queria mesmo é falar, ou melhor, falar de si.

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O curador Éber Sander (que por estes dias estará lançando seu primeiro livro, veja AQUI) precisou de toda sua perícia para tentar uma mediação, mas qual o quê, a coisa correu imediata mesmo, para diversão da safa Andréa que sempre encontra a MELHOR saída.

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Ótimo, preciso começar a freqüentar as reuniões dominicais da SEI, garantia de uma tarde mais divertida do a que nos promete Fausto Silva…

Para encerrar, a programação do Outubro Literário e também este post  , falarei sobre o resultado da fase regional do MAPA CULTURAL PAULISTA.

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clique para ampliar

Após palestra do “renomado” escritor mineiro LUIZ RUFFATO (que, com dor no coração, perdi), foi feito o anúncio dos selecionados para etapa estadual do MAPA. São eles:

  • Na categoria CRÔNICA, o vencedor foi Gabriel Araújo dos Santos, de Campinas, com “A Recontagem das Bananas”;
  • Em POESIA, o indicado foi Nestor Isejima Lampros, de Atibaia, com “Procedência”.
  • Na categoria CONTO, quatro textos tiveram indicações: Marcelo Augusto Masselani, de Jaguariúna, com “A casa de meu pai”; André Plez Silva, de Mococa, com “O objeto divino”; Yndiara Rosa Macedo, de Itatiba, com “A morte e o funcionário público”; e Solange Vicentini Tavares Mossenbock, de Itatiba, com “A sombra”;

Receberam menções honrosas três indaiatubanos, um em cada modalidade:

  • Conto – João Remegildo Saqueto, com “Psss…”;
  • Poesia – Cláudio Guilherme Alves Salla, com “ASFIXIA”.
  • Crônica – Deize Clotildes Barnabé de Moraes, com “Cappelletti in Brodo”;

Eu acho que já ouvi falar alguma coisa sobre este rapaz, esse tal de SALLA…

Parabéns aos bravos e persistentes indaiatubanos, em especial à minha prima DEIZE CLOTILDES BARNABÉ DE MORAES (3º grau, Deise?), que toda mídia local insiste em chamar “Daise”… (será que é você mesma?).

Deixá-los-ei com o poema selecionado para concorrer à final na etapa estadual:

PROCEDÊNCIA

Nestor Isejima Lampros

(presto anguloso)

Deixo a música de ontem para o amanhã.
Minha vida é a velocidade que teima em ser uma curva que baixa
para sessenta KM por microsegundos.
Estou prestes a naufragar nas horas exatas do meu
dia-a-dia e viver com os que desenharam a minha palma
da mão nos acidentes rupestres de ALTAMIRA.
Morro tomando água de Tapies, com gases nobres, dentro de
um banheiro fechado e contrário, da cera quente, da massa de veludo de Beuys;
estou mais aquém do nada, preso em meu labirinto,
incluso na sorte de uma vinha no Ébro, no Cáucaso, na Bretanha.
De carnes: sou desigual. Aumento as filigranas no antanho.
Latas e papéis avulsos me preparam o nome novo,
saído de um forno subatômico.

(molto grave)

Surto
NO MICROONDAS DE UM CURRAL EM Marte.
Vivo ou morto, um desgaste
(não sabem estes marcianos, zoolátricos, mas nasci
em Vênus e meu ascendente é a Terra
azul de onde nunca viemos…). Tristes,
carregamos os maxilares de nossos velhos.
Cansados, obteremos circunstancias erradas
de onde nunca estivemos.
No frio, nos lagos, queimando a mão
com tinta de pedra – lazuli,
ou de magmas acanhados
predicando nossa sonolência
inscrita nos narizes enfadonhos,
de um ser de nome terrível
- que me chamo.

(com brio)

( apago a chama, veio
o estranho
e concluímos
no minarete,
o segundo foguete
para além de minha
powerrância…)…

(finale)

Soturno e envolto em minha pele de zebra verde, jazo algo;
Haroldo por demais xadrez de estrelas.
E no cimo duvidoso do mundo mando buscar minha fórmula,
para perseguir a estranha fatura dos olhos, que nasceram–dilacerados– entre
eu e as orelhas esquerdas lacrimogêneas
que precisarão
renascerem de novo,
músicas, vertigens.

Ou esta mesmíssima manhã
de sufocos, esta que o vento leva e clareia,
nas minhas mesmíssimas celas de areia.

Originalmente, AQUI.

Direi tudo numa só tacada, sem lero-lero nem guere-guere, sem mais-mais e, muito menos, digressões, pois me irrita sobremaneira essa mania do palavrório a cozinhar o leitor!

O leitor tem mais o que fazer! Achar que por ser assim, leitor, esse bicho raro de ser submetido a suplícios e torturas da escrita prolixa se alongando, alongando… nada mais enfadonho.

Alguns mais finados do que outros… R.I.P. , Montevideo, 28/10/2009

•02/11/2009 • 5 Comentários

… POIS PARA MORTE NÃO HÁ FERIADO…

MEMORANDUM

Uno llegar e incorporarse el día
Dos respirar para subir la cuesta
Tres no jugarse en una sola apuesta
Cuatro escapar de la melancolía.

Cinco aprender la nueva geografía
Seis no quedarse nunca sin la siesta
Siete el futuro no será una fiesta
Y ocho no amilanarse todavía.

Nueve vaya a saber quién es el fuerte
Diez no dejar que la paciencia ceda
Once cuidarse de la buena suerte.

Doce guardar la última moneda
Trece no tutearse con la muerte
Catorce disfrutar mientras se pueda.

MARIO BENEDETTI in “Preguntas al azar”, Buenos Aires, 1994.

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Imagens obtidas no Cemitério Central de Montevideo, construído em 1835 e ampliado em 1860 e 1868 e emoldurado pelo rio de La Plata.

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Literatura: viagem ao interior

•31/10/2009 • Deixe um comentário

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Sei que andei ausente, fora do campo de visão de meus míopes leitores, mas, como vocês bem sabem, para quase todas as coisas, incluindo esta, há sempre boas explicações…

As semanas que antecederam este breve hiato foram pesadas, porém, depois de depositado no solo o fardo, o alívio não tarda…

Dias 15 e 22 de outubro, coincidentemente, duas quintas-feiras, participei de dois eventos distinto sobre literatura (sim, eles existem, e cada vez em maior número).

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O primeiro, em Jahu, cidade que organiza pela primeira vez um festival literário, o HILDA, batizado com o nome da mais ilustre filha da cidade no âmbito das letras, a escritora Hilda Hilst.

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Estação do Som, Jahu

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O segundo, na sua 43ª edição, foi a SEMANA CASSIANO RICARDO, em São José dos Campos, homenagem ao poeta homônimo, natural da maior cidade do Vale do Paraíba.

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Fundação Cultural Cassiano Ricardo, São José dos Campos

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Ambos os eventos traziam variada e extensa programação, incluindo música, dança, teatro e demais atividades convergentes com a literatura. Ambos os eventos organizados com esmero e profissionalismo. Ambos, divulgados amplamente, incluindo jornais, rádios, sites, TV e com excelente material impresso (folders, flyers, jornais e revistas).

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Em Jahu, o fato de ter como secretário de cultura alguém como ANDRÉ GALVÃO faz toda a diferença. André, diferente dos secretários municipais que conheço, não faz política para si. Conhece muito de política cultural e promove-a de maneira equânime e ousada. Na retaguarda, conta com pessoas comprometidas com a arte em cada uma de suas expressões, como a mega competente SÍLVIA CARINHATO, curadora da literatura na cidade.

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André Galvão, eu e o Carlton

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Galvão, Sílvia Carinhato e os escritores locais

Já em São José dos Campos, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo, em sua atual gestão com CLÁUDIO MENDEL na direção cultural, vive um período renascimento na cena local. É claro que lá eles contam com um reforço extra, BEATRIZ GALVÃO que mesmo à paisana bota pilha na pasmaceira geral, com especial atenção à poesia.

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Valéria Silvério da FCCR e Beatriz Galvão

Tudo perfeito se não fosse um detalhe:

ONDE RAIOS ESTAVA O PÚBLICO? EM QUE BURACO SE METEU O LEITOR?

É sabido que a literatura não tem o mesmo apelo popular das demais artes. Ainda podemos argumentar sobre o fato de que, talvez, o tal público leitor, ainda que diminuto, contente-se com a simples LEITURA e não esteja interessado em discuti-la ou conversar com escritores.

Ok?

Mas há acaso alguma explicação para o fato dos professores, os que, em tese, deveriam fomentar a leitura entre os futuros leitores, estarem ausentes destes eventos?

Justifica-se de alguma maneira a falta de comunicação e parceria entre as secretarias de cultura e as de educação na organização e divulgação destas iniciativas?

E os estudantes, onde estariam eles? No Orkut ou assistindo Malhação?

Hilda Hilst

Aposto na disseminação de eventos literários (concursos, palestras, oficinas, bate-papos e workshops) pelo interior do estado de São Paulo. Sei que da parte dos escritores há boa vontade e, muitas vezes, até mesmo altruísmo para sujeitar-se a longas viagens em precárias Kombis oficiais e a mirrados cachês. A atitude de alguns deles beira ao sacerdócio.

Definitivamente, a literatura é feita de pessoas. São algumas poucas, mas são valentes e abnegadas, e eu, tenho a sorte de ter várias delas por perto.

Quero agradecer o tratamento especialíssimo que me foi dispensado:

  • À atenção, o bom papo e a gentileza do Secretário de Cultura de Jahu ANDRÉ GALVÃO, que dividiu comigo uma pizza, idéias e algumas cervejas;
  • À simpatia da querida SÍLVIA CARINHATO;
  • Finalmente, ao carinho e força de BEATRIZ GALVÃO.

OBRIGADO!

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TERCETO ALFANUMÉRICO

•30/10/2009 • 5 Comentários

Meu poema

É uma conta

E um conto.

Cardeal, 17 de outubro de 2009

Cláudio Guilherme Alves Salla

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43ª SEMANA CASSIANO RICARDO, de 21 a 31 de outubro em São José dos Campos.

•21/10/2009 • 2 Comentários

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A fala é breve.

Na primavera

as palavras esperam frutos.

Correndo com o Uno em direção ao Vale do Paraíba, para um lugar de gente bacana chamado São José dos Campos, atendo a um irrecusável convite da amiga BEATRIZ GALVÃO, a mulher que leva nas costas a literatura daquelas serras, para conversar com os joseenses sobre poesia e, mais especificamente, sobre haicais/haikais.

O ritmo é frenético…

O recado, sintético.

.

43ª SEMANA CASSIANO RICARDO

“A Magia do Texto no Mundo das Artes”


Com o tema “A magia do texto no mundo das artes”, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo promove, no período de 21 a 31 de outubro, a 43ª SEMANA CASSIANO RICARDO. Mais de 80 atividades espalhadas por cerca de 20 espaços como o  SESC, Parque Santos Dumont, todos os espaços culturais, teatro, biblioteca, entre vários outros locais vão apresentar as diversas  expressões artísticas que  envolvem o texto, de forma clara, como a literatura ou implícita,  como na dança, música,  teatro, entre outros.

Por isso mesmo, a programação da Semana Cassiano Ricardo – um evento que homenageia o poeta joseense Cassiano Ricardo – está repleta de atrações nessas áreas, além de  exposições, oficinas, saraus, encontros e palestras com escritores.

Apenas a abertura da Semana Cassiano Ricardo – que será a apresentação da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, no dia 21, no Teatro Municipal – terá ingressos pagos. Todas as outras atividades terão entrada franca.

DIA 22 (QUINTA-FEIRA):

19h - Oficina “Haicais: Polaróides Poéticos” com Guilherme Salla

LOCAL - Auditório Elmano Ferreira Veloso (Sede da FCCR)

(inscrições no site www.fccr.org.br)

Para conhecer a programação completa do evento clique AQUI.

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Diversões literárias em profusão em outubro: VERSÕES no SESC Campinas

•17/10/2009 • 1 Comentário

Em sua terceira edição, o projeto VERSÕES, uma elipse literária cosmo-concebido pela brava HELOISA PISANI, reúne, em Campinas de 20 a 23 de outubro (terça a sexta), camaradas de letras por afinidades eletivas:  MARCELINO FREIRE, SANTIAGO NAZARIAN, ANA PAULA MAIA, ÍNDIGO e RODRIGO LACERDA.

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VERSÕES, SESC CAMPINAS

“Projeto de curadoria compartilhada que promove o encontro e a crítica entre diversos escritores da literatura contemporânea brasileira. O SESC Campinas convida um autor que escolhe o trabalho de outro autor para comentar. As escolhas se interligam de forma a criar um panorama de nossa produção literária atual.”

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Aos colegas escritores que pernoitarão na cidade das andorinhas (e de outras famas tão delicadas quanto, mas não tão poéticas…) e assim como o sábio LOURENÇO MUTARELLI, acham hotel um tanto quanto impessoal, vale lembrar que amigo ALAN CARLINE possui em sua residência pouso, incluindo um sofá, meia garrafa de absinto 80° GL, um baby-doll lilás, porém não há geladeira.

Lourenço Mutarelli

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Na edição passada do VERSÕES, MARCELINO FREIRE, CLÁUDIA TAJES e MARÇAL AQUINO não optaram pelo pacote ALL INCLUSIVE, mas ganharam um CITY TOUR ETÍLICO cortesia.

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O formato do projeto conjuga as apresentações objetiva (na programação noturna, enquanto convidado) e subjetiva (na tarde do dia seguinte em oficinas e bate-papos) de cada autor, o que além de seu caráter aberto e, teoricamente, infindável, creio ser sua maior sacada.

Genial!

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Se não bastasse a qualidade literária da coisa toda, luxo mesmo é a programação visual e gráfica, que vai dos folders aos painéis e cenografia do evento, criações de MANU MALTEZ.

IMPERDÍVEL!

VEJA TAMBÉM:

Semana bacana na cidade das andorinhas: Arnaldo Antunes, Claudia Tajes, Lourenço Mutareli, Marcelino Freire e Marçal Aquino!

VERSÕES – SESC Campinas: Literatura, um programa bacana!

O fogo, a roda, as letras: Roda de Leituras – SESC Campinas.

HILDA, 1º Festival Literário de Jahu

•11/10/2009 • 3 Comentários

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Cada vez mais, as secretarias de cultura e educação municipais, percebem que uma alternativa para resgatar do fracasso os sistemas educacionais públicos pode ser a promoção da cultura e, da LITERATURA, mais especificamente.

No post anterior, divulguei a iniciativa da Secretaria de Cultura de Indaiatuba, o OUTUBRO LITERÁRIO, parte de um projeto mais amplo denominado INDAIATUBA LITERÁRIA, sob curadoria de ÉBER SANDER.

Esquisito é o fato que não haver na ação nenhum link institucional com a secretária de educação local. Aliás, não é de hoje que as duas secretárias que deviam ser irmãs, andam apartadas…

Fica aqui o meu apelo: SECRETÁRIAS, VAMOS DAR AS MÃOS?

Agora, aproveito para divulgar outro evento literário, no qual estou diretamente envolvido:

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1º Festival Literário de Jahu

O Primeiro Festival Literário da cidade é uma iniciativa da Prefeitura de Jaú realizada através da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Tem como objetivo promover o incentivo à leitura, debater uma política para o livro e viabilizar a criação literária local para que seja divulgada e reconhecida. O festival tem como foco principal o incentivo à leitura em razão de ostentar o município lamentável no IDEB na avaliação das escolas públicas de Jaú.

Realizado na antiga Estação Ferroviária da Paulista, transformada em espaço cultural que abriga atualmente a Escola de Música – Emmhazzi e a recém fundada Academia Jahuense de Letras, o espaço abrigará o eixo do festival e a programação será descentralizada com o objetivo de ampliar o campo da ação desenvolvida.

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O Festival terá como homenageada a grande escritora jauense Hilda Hilst, nascida em Jaú no dia 21 de abril de 1930. Hilda é reconhecida quase pela unanimidade da crítica brasileira, como uma das principais autoras do Brasil e considerada uma das mais importantes vozes da Língua Portuguesa do século XX, ousada e perspicaz com relação aos temas que escrevia. Escreveu 41 livros nos três gêneros fundamentais: poesia lírica, dramaturgia e prosa narrativa alcançando resultados notáveis nos três estilos. Foi traduzida para o francês, italiano, espanhol, inglês e alemão. Apesar dos prêmios, notoriedade nacional e internacional, Hilda lamentava a alcunha de escritora difícil. Seu grande desejo era ser lida, entendida, ser uma escritora popular. Hilda sobreviveu para ver sua obra completa relançada pela editora globo em 2001 e veio a falecer no dia 04 de fevereiro de 2004.

O Festival envolve a criação dos escritores locais que será objeto de debates, tema de redação e inspiração para os alunos da rede municipal. Peças teatrais, contação de histórias como o principal meio de incentivo a leitura, shows musicais, capacitação de professores através de oficinas, visita dos alunos à Feira de livros, saraus poéticos, lançamentos de livros, participação da Academia Jauense de Letras e do Projeto Usina de Sonhos de Dois Córregos e publicação de jornal em formato tablóide contendo trechos de obras dos escritores e poetas locais.

O festival será realizado de 09 a 17 de outubro e contará com uma programação especial e educativa para o público infantil marcando o foco do festival de incentivo á leitura principalmente com as salas de 1° ano estendendo-se assim ao público que tiver interesse de outros módulos.

Fonte: Secretária Municipal de Cultura de Jahu

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Por se tratar de da primeira edição HILDA, o festival de literatura de Jahu traz uma extensa e o ousada programação. Destaco, aqui, dois amigos (um de fé, outro de profissão) que lá estarão:

Dia 10/09 – Sábado:

17h00min – Oficina Arte e Educação no Ensino Fundamental com Fabiano Calixto.

Local: Estação das Letras

Praça Totó Sampaio s/ nº.

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Fabiano Calixto

Fabiano Calixto nasceu em Garanhuns, PE, em 8 de junho de 1973. Vive em São Paulo. É mestrando em Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo, USP. Tem poemas publicados em vários jornais e suplementos do Brasil e do exterior. Traduziu poemas de Jim Morrison, Gonzalo Rojas, Allen Ginsberg, John Lennon, Laurie Anderson. Traduz atualmente a obra de Benjamín Prado. Edita, com Angélica Freitas, Marília Garcia e Ricardo Domeneck, a revista de poesia Modo de Usar & Co. Publicou os livros de poesia Algum (1998), Fábrica (2000) e Um Mundo Só Para Cada Par (2001), este último em parceria com os poetas Tarso de Melo e Kléber Mantovani. Seus últimos livros publicados foram Música Possível (2006), pela coleção Ás de Colete da editora paulistana CosacNaify, Sangüínea (2007, 34 Letras) e Pão com bife (2007), um livro de poesia para crianças, pela editora SM (São Paulo).

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Dia 11/09 Domingo

19h30min Lançamento do Livro: “Caymmi sem folclore”, André Domingues.

Local: Estação das Letras

Praça Totó Sampaio s/ nº.

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André Domingues

Quando se fala em Dorival Caymmi, personagem absolutamente funfamental da MPB, é comum que se faça uma associação do compositor com imagens do mar, do pescador, das ladeiras de Salvador. Mas será que isso representa a totalidade da obra do baiano? Explorando uma outra linha de pensamento, o crítico e pesquisador André Domingues escreveu “Caymmi sem folclore”, livro que a Editora Barcarolla lança agora, em agosto, quando se completa um ano da morte do cantor.

André Domingues

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Crítico musical, pesquisador e professor de História da MPB. Licenciado em Filosofia, pela Unicamp, e Mestre em História Social, pela Usp, trabalha como crítico musical na imprensa paulista há 10 anos, colaborando, atualmente, com o Diário do Comércio – SP. Tem ministrado cursos e palestras sobre a História da MPB em lugares como Centro Cultural Aúthos Pagano, Casa das Rosas, Sesc Vila Mariana, Sesc Pompéia e Biblioteca Alceu Amoroso Lima. É autor do livro Os 100 Melhores CDs da MPB (2004, Sá Editora) e co-autor de Cultura e Elegância (2005, Contexto Editorial) e Batuqueiros da Paulicéia (2009, Editora Barcarolla). Realiza, ainda, trabalhos de curadoria, direção artística e produção em diversos projetos ligados à música brasileira. Foi diretor e apresentador do programa televisivo “Novos Talentos” da emissora Alltv de junho de 2003 a outubro de 2007. É comentarista do programa radiofônico Conexão MPB, veiculado pelo site Voit e pela rádio UOL desde abril de 2008.

Um Caymmi diferente

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Livro que a Editora Barcarolla lança em agosto revela um Dorival Caymmi que vai muito além das fronteiras da praia, da capoeira, do candomblé e do samba de roda. Quebrando esses mitos folclorizantes, emerge um personagem muito mais interessante, moderno, envolvido com o mundo do rádio, da imprensa, da intelectualidade, enfim, com a cultura urbana do seu tempo.

Quando se fala em Dorival Caymmi, personagem absolutamente fundamental da MPB, é comum que se faça uma associação do compositor com imagens do mar, do pescador, das ladeiras de Salvador. Mas será que isso representa a totalidade da obra do baiano? Explorando uma outra linha de pensamento, o crítico e pesquisador André Domingues escreveu “Caymmi sem folclore”, livro que a Editora Barcarolla lança agora, em agosto, quando se completa um ano da morte do cantor.

O viés não-folclorizante da obra consiste em mostrar a produção de Caymmi não a partir da capoeira, do candomblé ou do samba de roda, mas do universo do rádio, dos discos, do cinema, enfim, da cultura de massa.

Ouvidas com atenção, composições do início da sua carreira, como o samba “O que É que a Baiana Tem?” e a canção-praieira “Noite de Temporal”, já indicavam um artista moderno, mais interessado em recriar a Bahia (e o Brasil) numa nova linguagem do que simplesmente em reproduzir um punhado de traços típicos. Seus sambas-canção, compostos a partir de meados dos anos 40, foram ainda mais longe, buscando uma síntese e uma universalização da cultura brasileira. Recriar, sintetizar e universalizar o nacional – três preocupações clássicas do modernismo. E também de Caymmi. Um modernista não-erudito, um modernista de ouvido.

“’Caymmi Sem Folclore’ é um título de intencional ambiguidade”, revela o pesquisador. Por um lado, recusa aquele romance adocicado, o folclore com ‘f’ minúsculo que se costuma fazer da história das personalidades marcantes da vida brasileira; por outro, combate a visão folclorizante – com ‘f’ maiúsculo – de Caymmi, tomado pela crítica como um reflexo imediato do meio em que se criou, tal como se costuma fazer com um mestre de maracatu pernambucano ou um jongueiro do sudeste. Os dois são problemáticos. O primeiro porque falseia os fatos a pretexto de contar a história com “beleza”, e o segundo porque, ao tomar Caymmi como um criador folclórico, fatalizado a reproduzir a cultura da terra natal, perde o que há de particular e inovador na sua obra. Mais do que simplesmente refletir a Bahia, Caymmi criou uma Bahia. E criou com tanta habilidade que esta passou muitas vezes como sendo a Bahia essencial, a baianidade em si.

Fonte: relise de divulgação

Dia 15/09 – Quinta:

16h00h – Oficina: Despertando o interesse infantil pela Leitura com Claudio Guilherme Alves Salla.

Local: Estação das Letras

Praça Totó Sampaio s/ nº.

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sono io by A. Toresan

EMENTA:

A Oficina consiste na indicação de chaves para despertar o interesse da criança pela leitura por intermédio de elementos significativos do próprio universo infantil. A formação de um sujeito autônomo pressupõe a apropriação e criação dos sentidos por intermédio da leitura nos seus mais diversos aspectos. Cinema, música e o teatro, utilizados enquanto ferramentas de sensibilização para o texto literário (poesia e prosa). Adequação do gênero literário ás diferentes etapas do desenvolvimento cognitivo infantil.

A oficina é dividida em dois momentos: um inicial, voltado para a apresentação dos textos e dos diferentes gêneros do discurso literário para o professor, depois, uma exposição de propostas de atividades para trabalho em sala de aula, com os alunos.

Abordaremos de forma ampla, as diversas formas da narrativa literária: a poesia, o conto, o romance infanto-juvenil e a mitologia greco-romana. Além disso, será oportuno apresentar, também, um panorama da literatura infanto-juvenil contemporânea: autores, lançamentos, novidades.

Claudio Guilherme Alves Salla é educador formado em Filosofia pela UNICAMP, especialista em Filosofia Clínica, atua na rede pública estadual de São Paulo e no município de Indaiatuba, ministrando aulas de Filosofia para os ensinos fundamental e médio. Coordena, na rede pública de educação municipal, projeto de tecnologia educacional e capacitação tecnológica para docentes. Participa, atualmente, do programa de incentivo a leitura “Ler faz bem”, da Secretaria de Educação de Indaiatuba (SEME). Poeta, vencedor do Mapa Cultural Paulista, mantém um blogue na web onde trata de poesia e literatura, além de editar duas revistas literárias digitais sobre o tema.

Em tempo:

Meus especiais agradecimento ao amigo ANDRÉ DOMINGUES e a gentilíssima SÍLVIA CARINHATO, meu contato na Secretaria de Cultura em Jahu.

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OUTUBRO LITERÁRIO & FASE REGIONAL DO MAPA CULTURAL PAULISTA 2009/2010 em INDAIATUBA

•11/10/2009 • 3 Comentários
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um ótimo exemplo de incentivo à leitura...

Maio, setembro e novembro, assim se contavam os meses no calendário cultural de Indaiatuba.

Não mais! Agora, outubro se inclui na agenda da cultura da cidade!

Indaiatuba, que cantava em maio, dançava em setembro e atuava em novembro, em outubro, lerá…

E mais! Agora, literatura se inclui na agenda da cultura da cidade!

Acredito já ter dito aqui que não me agrada esta concentração dos eventos da secretaria de cultura em determinados meses, focando uma única expressão artística. Isto me parece mais fácil do ponto de vista organizacional e da divulgação, porém estéril se a idéia é consolidar os hábitos e a vida cultural do indaiatubano.

É mais ou menos assim: se você aprecia música ou teatro deve torcer para que sua agenda pessoal ou profissional não bata com a da secretária de cultura, caso contrário, perderás toda programação de sua fruição artística predileta, paciência…

Contudo, críticas à parte, hoje escrevo para tecer loas a uma iniciativa acertada da Secretaria de Cultura de Indaiatuba, responsabilidade, em grande medida, do escritor indaiatubano ÉBER SANDER:

OOOOOOOOOOUTUBRO LITERÁRIOOOOOOOOOO

Já dirigi críticas (puxa, esse míope só critica!), AQUI, relativas à condução de outro evento literário da secretaria da cultura no qual Éber foi curador, o Prêmio Literário Acrísio de Camargo, devido a problemas organizacionais que depunham contra a credibilidade do prêmio, mas entendo que as limitações e falhas podem ser creditadas à burocracia e a morosidade da própria máquina pública (confesso também me sentir um tanto quanto burocrata ao escrever assim, um período tão longo…).

Ao longo deste ano, o projeto Indaiatuba Literária vem trabalhando os LIVROS, este mês o Outubro Literário louva o LEITOR, depois, em dezembro, o Prêmio Acrísio de Camargo cuidará do ESCRITOR…

Agora sim, é assim que deve ser a LITERATURA, todo mundo (LIVROS, LEITOR E ESCRITOR) recebendo cuidado e atenção! Não é mesmo?

Ops, tinha esquecido dos EDITORES! Pois é, eles também virão…

O Outubro Literário coincidirá felizmente com a Fase Regional do Mapa Cultural Paulista 2009/2010, na expressão Literatura, no qual Indaiatuba é a cidade-sede, este ano.

Eu, que tenho um poema meu no páreo, o “Asfixia” (que você pode ler e julgar se tem alguma chance clicando AQUI), fico muito honrado de coadjuvar a cena (e, creio, todos os demais concorrentes da região de Campinas) com um escritor do tamanho de LUIZ RUFFATO, palestrante da noite.

Luiz Ruffato

Luiz Ruffato

Mas, fantástico mesmo será poder rever ANDRÉA DEL FUEGO, escritora que, recentemente, escapou de um incêndio em um shopping de São Paulo, mas que bota fogo nas mentes por onde passa, como bem sabem meus colegas das Rodas de Leituras do SESC Campinas. Entenda o que estou falando clicando AQUI.

Andréa del Fuego by A. Toresan

Andréa del Fuego by A. Toresan

Não perca, pois, do contrário, perderás!

Então, atenção! Vamos à programação divulgada na sexta-feira última, no sítio da Prefeitura Municipal, originalmente, AQUI, ou no texto que segue:

A Secretaria de Cultura promove a primeira edição do “Outubro Literário” neste mês com palestras abertas ao público e com entrada gratuita. O objetivo é difundir informações sobre a arte da literatura e estimular o interesse da população em relação à leitura.

O tema da primeira palestra, que acontecerá na próxima sexta-feira (16), às 19h, na Sala Acrísio de Camargo no Ciaei (Centro de Integração e Apoio à Educação de Indaiatuba), será “A arte de escrever e publicar um livro”, ministrada por Maria Esther Mendes Perfetti e pelo escritor João Scortecci.

Na ocasião serão desvendadas as curiosidades que envolvem a criação de um livro, como: formatos, registros de direito autoral, ISBN, ficha catalográfica e depósito legal, como funciona o mercado editorial, identificando oportunidades, preparação de originais e cuidados necessários para uma publicação, diferenças entre o livro comercial e o livro independente.

MARIA ESTHER MENDES PERFETTI

Maria Esther é graduada em Biblioteconomia e pós-graduada em Gerência de Sistemas e Serviços de Informação. Seu primeiro contato com os livros foi na biblioteca escolar no Colégio Rainha da Paz, de 1976 a dezembro de 1990, em São Paulo. Entre fevereiro de 1991 a junho de 2005, coordenou o Centro de Documentação da Editora Scipione do Grupo Abril Educação e atuou junto ao Departamento Editorial, selecionando e encaminhando originais de livros para análise. É editora do portal Parceiros do Livro, Diretora da J&M Consultoria de Negócios com Livros e coordenadora da Escola do Escritor. Maria Esther também é co-autora do Guia do Profissional do Livro – Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro.

JOÃO SCORTECCI

Escritor, editor, gráfico, livreiro, membro da União Brasileira de Escritores e diretor-presidente do Grupo Editorial Scortecci, João Scortecci foi conselheiro da CNIC, Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, de 1997 até 2006. Foi também diretor da União Brasileira de Escritores em três gestões, diretor-adjunto e vice-presidente Administrativo e Financeiro da Câmara Brasileira do Livro. Presta consultoria para empresas de médio e grande porte no setor editorial e gráfico através da J&M Consultoria. É editor dos portais Amigos do Livro e Impressão Digital e co-autor do livro Guia do Profissional do Livro – Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro.

Com a temática “Literatura na internet, as novas direções de leitura e escrita, o impacto da urgência, o impacto da urgência da internet na leitura e na escrita”, a escritora Andréa Del Fuego fará uma palestra no dia 18 de outubro, às 17h, no Centro Cultural Wanderley Peres.

ANDRÉA DEL FUEGO

É autora da trilogia de contos “Minto enquanto posso” (2004), “Nego tudo” (2005) e “Engano seu” (2007). Participa das antologias “Os cem menores contos brasileiros do século” e “30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira”, entre outras. Ela publicou também “Blade Runner”, em 2007, pela editora Mojo Books. No ano passado, Andréa lançou o romance juvenil” Sociedade da Caveira de Cristal” e tem um romance adulto inédito, “Serra Morena”.

A última palestra, intitulada “A representação do trabalhador urbano na literatura brasileira” será dia 23 de outubro, às 19h, na Sala Acrísio de Camargo no Ciaei com o jornalista e escritor Luiz Ruffato.

Acontecerá no mesmo local, após a palestra, a Fase Regional do Mapa Cultural Paulista na expressão cultural literatura com a presença de uma comissão julgadora. Estarão competindo selecionados dos municípios de Águas da Prata, Americana, Amparo, Araras, Arthur Nogueira, Atibaia, Jarinu, Jundiaí, Lindóia, Mococa, Mogi Guaçu, Cabreúva, Campinas, Campo Limpo Paulista, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Pedreira, Pirassununga, Santa Bárbara D’oeste, Santa Cruz das Palmeiras, Socorro e Vinhedo.

LUIZ RUFFATO

Jornalista e escritor, Ruffato é formado em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Ele publicou “Cotidiano do medo” (poemas – 1984), “Histórias de remorsos e rancores” (contos – 1998) e “Os sobreviventes” (contos – 2000). Participou da antologia “Novos contistas mineiros” (1986). Em 2001 recebeu menção especial no Prêmio Casa de Las Américas, pelo melhor livro publicado em língua portuguesa no ano anterior.

Outros livros dele são: “Eles eram muito cavalos” (Prêmio APCA e Machado de Assis, da Biblioteca Nacional); “Mama son tanto felice – Inferno provisório – Vol. 1″; “O mundo inimigo – Inferno provisório – Vol.2; “Vista parcial da noite – Inferno provisório – Vol. 3″; “De mim já nem se lembra”; “Fora da ordem e do progresso” e “Tarja preta”. Organizou os livros “25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira” e “+ 30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira”.

Veja também:

Fase Regional do Mapa Cultural Paulista 2009/2010: Literatura selecionados Indaiatuba

Mapa Cultural Paulista 2009/2010

Indaiatuba Literária e, quiçá, alguns indaiatubanos literais…

RODA DE LEITURAS SESC Campinas: Andrea del Fuego

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POESIAS TABAGISTAS: Arnaldo Antunes, Vem cá

•06/10/2009 • 6 Comentários
Manoel Constantino, Nu Feminino

Manoel Constantino, Nu Feminino

Hei, psiu!

Hei, você!

Vem cá, vem?

Lá no meu quarto, fumar ainda é permitido.

Vem cá, vai…

Eu não ligo para seu hálito de tabaco, sua boca é o que me interessa!

Vem cá, poxa!

Eles foram pagos para nos vigiar, sob seus olhos e narizes, nossa fumaça ingênua é impura.

Vem cá…

Vamos cometer indecências á luz de brasas…

Deixe-me preencher seu espaço privado, seus ambientes fechados, com gordas baforadas!

Vem cá!

Sussurrarei fumaça quente em seu ouvido enquanto fazemos nossas trocas gasosas…

Seremos fumantes amantes, pulmões negros e corações vermelhos.

Vamos lá!

Guitarras sinuosas e teclados esfumaçados com os vocais graves impregnados de alcatrão poético de ARNALDO ANTUNES.

Vem Cá

Arnaldo Antunes

ie ie ie

clique

Vem cá
não quero confusão
vamos lá pra fora
longe do portão
cuidado,
olha meu irmão
ele tá ligado,
aqui não dá não
vem cá,
em casa não dá pra ficar
vamos pra outro lugar
onde a gente possa
se dar, fumar e aumentar o somArnaldo+Antunes+um+som2
gritar, vai ser muito bom
sem hora para acabar
pirar debaixo do edredon
pintar e borrar baton
sem medo de alguém chegar
vem cá, vem cá
vem cá, vamos lá

vem cá,
não quero confusão
vamos lá pra fora
longe do portão
cuidado,
preste atenção
o campo tá minado
aqui não dá não
vem cá,
em casa não da pra ficar…

O Iê Iê Iê de Arnaldo Antunes: LONGE

•06/10/2009 • 4 Comentários

Não me contive.

Juro que tento balancear os conteúdos do que publico aqui, mas, às vezes, minhas obsessões teimam em aflorar várias vezes seguidas por vez.

Só algumas vezes…

Não falo a respeito de gosto (aquele que, não sei por que cargas d’água, dizem indiscutível).

Não é nada fácil falar a respeito daquilo que se gosta, contudo, é mais bem gostoso.

Eu gosto.

arnaldoantunes

De ARNALDO ANTUNES, eu gosto muito.

Gosto, pois são vários gostares, de naturezas diversas, mas de ordens complementares.

Fruições estéticas distintas, porém simultâneas:arna

  1. i.            Musical;
  2. ii.            Literária;
  3. iii.            Visual;
  4. iv.            Emocional.

SINESTESIA, meus caros.

Arnaldo Antunes é um artista completo/concreto!

EM TEMPO: as fotos abaixo são da apresentação de Arnaldo no Parque Dom Pedro, em Campinas, dia 11 de agosto de 2009. Muito bacana ver um shopping lotado numa noite de terça-feira, sem nenhuma mega liquidação por chamariz.

arnaldo no dom pedro

arnaldo antunes no dom pedro

SDC19098c

arnaldo antunes campinas

Do álbum “IÊ IÊ IÊ”, genial, foi difícil selecionar a canção representativa. Mas ontem, dirigindo o uno ao som de LONGE, decidi!

A guitarra indescritível é de EDGARD SCANDURRA e a letra uma parceria entre MARISA MONTE e CARLINHOS BROWN.

LONGE

Arnaldo Antunes

Onde que eu fui parar, aonde que é esse aqui?
Não dá mais pra voltar, porque eu fiquei tão longe, longe…
Onde é esse lugar?
Aonde está você?
Não pega celular e a terra está tão longe, longe…
Não passam carros sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo notícias de onde eu estouie ie ie
Nenhum e-mail chegou
Nenhum correio virá
E entre quatro paredes, sem porta ou janela pro tempo passar
Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado num vácuo de um quarto, espaço sem fim
Aonde está você?
Por que que você foi?
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe, longe…
Não dá mais pra voltar e eu nem me despedi
Aonde é que eu vim parar?
Por que eu fiquei tão longe, longe, longe…

Longe, longe, longe…
6, 5, 4, 3, 2, 1…

(CONTINUA)

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